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Dia do escritor - Escrevam!




Escrevam!

Aos leitores-escritores de si mesmos, dos outros e de tudo mais

A vós que escreveis, parabéns. Tens um dia todo e todo dia tens um dom. Todo dom tu tens um dia? Não todos de todo, só um pouco, para focares apenas alguns e seres bons neles. Escrevam a vida, vós que escreveis. Escrevam a vida como ela é, como ela não é e como poderia ser, como seria interessante, como não deveria proceder, escrevam a vida, e se der, (ou melhor, se quiserem/preferirem) escrevam a morte. De alguém, de algo? É detalhe que cabe a cada escritor. Escrevam vida e morte. E por que não escrever ressurreição? Escrevam renascimento! Renasçam na próxima folha. Não, no próximo verso. Aliás, melhor: renasçam a cada letra. Renovem-se... e (re)projetem-se a cada letra. Se reescrevam a cada letra escrita, vós que escreveis. Não escrevam de tudo, apenas tudo que acharem que devem escrever. Não escrevam de toda forma, apenas das formas que lhe parecem dignas de serem escritas. Não sigam receita nenhuma, são desnecessárias. Não sigam conselho algum, também são desnecessários. E se lhe dou algum, é o de que devem tomar como receita ou conselho a seguir apenas as palavras alheias e próprias, métodos e formas, jeitos e trejeitos que lhes apetecerem. Cada um é igual na qualidade de escritor, e diferente em seus escritos. Escrevam sobre tudo e um pouco além se acharem necessário, sobre si mesmos e sobre os outros. Escrever sobre outros é também escrever sobre um pedaço de si (ounão?). Quem sabe não somos apenas um enorme esboço de algo que está sendo eternamente reescrito? Se é assim, talvez precisemos (re)escrevê-lo aos poucos. Se é assim, e até acredito que assim seja, escrevo a vós que escreveis. Não esqueçam de escrever trajetórias de (re)leituras próprias e alheias, que são também importante a vós, que escreveis. Lembrem-se de escrever tudo. Escrevam, vós que escreveis nas folhas de papel, nos guardanapos de bar e em cantos invisíveis, com palavras e sem elas, com letras e sem elas, nos espaços em branco da folha e da vida e da linha e entre eles. Escrevam todos, pois de tudo temos um pouco (escrevo agora), e somos todos escritores, mesmo aqueles que são apenas escritores de si mesmos, e os que reescrevem lendo, e os que escrevem o nada não-escrevendo e... não importa, escrevam. Por tudo até agora escrito, parabéns a todos, vós que escreveis. Escrevam!

Dija Darkdija
P.S.: Feliz dia do escritor. Aos que escrevem a vida com letras e sem elas. Aos que reescrevem lendo. A todos. Feliz dia do escritor e agradecimentos a todos pelas letras e reescrituras-leituras.
Dija Darkdija
Enviado por Dija Darkdija em 25/07/2012
Código do texto: T3797044
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Dija Darkdija
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 24 anos
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Dija Darkdija