Tia Dolores

Geralmente temos o hábito de homenagear as pessoas que estimamos, após a sua morte. Aqui não é o caso. Venho por meio destas palavras falar da bondade e ternura de minha querida Tia Dolores. Atualmente reside no município de Cascavel-CE. Casada com um irmão de minha mãe, é uma mulher doce, discreta, educada que levou e ainda leva a vida a fazer o bem às pessoas. Querida e amada por todos que a conhecem, recebeu carinhosamente o apelido de Dodó. Quando éramos crianças, minha mãe precisava se deslocar aqui para Fortaleza com o nosso irmão caçula, que nascera com problemas de saúde, necessitando, portanto, de tratamento médico. Eu e dois irmãos tivemos que ficar durante um período sob os cuidados de nossa tia Dolores, lá no distrito onde ela nasceu e morou por muitos anos. Ela tem três filhos, que à época contava com mais ou menos a nossa idade, triplicando assim a sua atenção. É certo que tínhamos uma boa disciplina, não éramos trabalhosos, mas o fato é que esta doce senhora nos tratava tão bem, com tanta delicadeza e amor, como se fôssemos seus filhos, sem fazer nenhuma distinção. Uma das cacterísticas que mais admiro nas pessoas, tia Dolores possui, que é não discriminar, reclamar, nem falar mal de quem quer que seja! Tanto é que nunca a vi de cara feia, mal humorada ou resmungando por ter que cuidar de três crianças que não eram suas, nem tinham seu sangue e sim, sobrinhas de seu marido. Por isso presto e ela essa singela homenagem e aproveito para dizer: muito obrigada tia Dolores pela dedicação, amor e carinho com que nos tratou naquele tempo e continua nos tratando. Deus lhe dê muita saúde!

Cláudia Coêlho
Enviado por Cláudia Coêlho em 15/11/2017
Reeditado em 19/11/2017
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