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Em busca do sol azul

Observação: com este texto quero homenagear todos os poetas do planeta Terra. Não distingo, aqui, os poetas profissionais dos amadores. Aceito que na poesia essa fronteira é inconsútil, por conseguinte, imensurável. Entendo que sentimentos não se medem, são sentidos no mais recôndito da alma do poeta sempre em festa.

Prólogo: “O caso documentado mais recentemente de um sol azul ocorreu em setembro de 1950 em Edimburgo, Escócia. Uma discussão desse evento aparece no livro de Craig Bohren, “Clouds in A Glass of Beer”, na página 91”.

É evidente que esse fenômeno poderá se repetir. Basta que esteja desfavorável às condições climáticas e tudo será como naquele ano. Acredita-se que a causa principal seja fumaça na atmosfera (poluição desregrada e sem controle pelo homem predador de sua própria espécie).

Divagações à parte, crêem meus diletos leitores que essa digressão diminuirá a minha convicção de que os poetas têm seus sóis azuis amalgamados nos interiores de suas mentes privilegiadíssimas?

Fazem os poetas seus sonhos e fantasias coloridas, seus mundos perfeitos; perfumados seus pântanos na representação de suas vidas nem sempre bem vividas.

Doidos ou visionários são os poetas capazes de se diferenciarem não por serem utopistas na acepção da palavra, mas pelo ser iluminado que busca não apenas a felicidade idealizada no lamaçal que o cerca. Ele busca um sol azul de verdade e o encontra em sua mente brilhante.

A tristeza, silenciosa ou como o fragor da tempestade, do choro lastimoso de quem perde algo material é sentida pelo poeta como a exteriorização do canto da alma em agonia.

Das lágrimas vertidas sem pejo do ridículo, o poeta transforma esse planger, às vezes, e quase sempre inconseqüente, em incenso (Resina aromática que se queima para perfumar o ambiente, também conhecida por “Lágrima sabéia”).

Aquele cuja obra, trabalho ou forma de expressão encerra poesia no seu conteúdo ou na sua forma não é apenas um poeta. Trata-se de um ser que distorce os sentimentos ruins, sofrimentos destrutivos dos valores conquistados a duras penas... para transformá-los em beatitude pela benevolência de sua índole imaculada.

A serenidade resultante de atitude contemplativa, mística, aureolada de felicidade própria ou comiseração, melhor poderá expressar a alma do poeta. Não busca esse personagem insigne, sua promoção ou reconhecimento dos afortunados que lêem seus devaneios nem sempre compreendidos.

Acolhe em sua mente, às vezes considerada insana, o calor do sol azul de sua existência em prol da fraternidade entre os seus semelhantes e desiguais. Assim vejo o poeta e desse modo simples tento homenageá-lo unindo-me à legião que busca e encontra o sol azul na exteriorização dos sublimes poemas.
Wilson Muniz Pereira
Enviado por Wilson Muniz Pereira em 14/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T736857
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Wilson Muniz Pereira
Campina Grande - Paraíba - Brasil
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Wilson Muniz Pereira