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"Lore"

Comentário do Autor:Acredito veemente que somos privilegiados primeiro antes do que qualquer um quando se trata de uma amizade, não importa a distância, pode ser esta encurtada quando se trata de corações que juntos cultivam com carinho esse ato unilateral, personalíssimo e solene para que esta disposição seja chamada um testamento de amizade, é assim que posso traduzir e deixar mas essa homenagem, através da internet, através de um olhar, de um gesto de carinho somos conquistados por essa amizade, somos contemplados sinceramente e submetidos a este ar de graça, um sorriso que acalma, palavras carinhosas que nos adotam, nos acompanham, nos fazem sorrir quando tudo nos leva para um choro sem volta.
 Sou grato por mais uma  amizade que  me leva a tão sublime inspiração, poder homenagear minha amiga Lore o nome dessa poesia é uma experiência fabulosa, a cada verso escrito houve um momento especial, a frase inicial surgiu num entardecer onde a chuva temporã e o Sol distante faziam da paisagem um momento raro de ser ver, meu coração sentimental pode captar essa mensagem e assim inicio esta poesia. Lore espero que goste aproveitei o título sugerido em uma de suas tentativas para descobrir qual seria o nome dessa homenagem, acho que não teria outro melhor...Beijos!!!


     Meus olhos já cansados de um dia de trabalho,
     ainda procuravam a frase inicial
     a perfeita para os versos serviriam de homenagem,
     Lore de tanto encanto
     é o teu sorriso a marca que fundamenta meus versos,
     como habilidoso artesão teço meus versos um a um,
     fibra a fibra, linha a linha,
     e nele meu olhar repousa.
     Entardecer de magníficas sensações,
     meus olhos flagram do momento mais sublime
     é apoiados neles que meus versos surgem e caem diante de meus olhos
     como chuva, que passa graciosamente diante da majestade o Sol!
     Sou poeta e me curvo diante da beleza
     o Sol, o sorriso de Lore, a vida da vida,
     tudo como num misterioso mover faz a diferença
     a sinfonia tocada pelo competente violinista
     os pássaros que imitam uma sinfonia de Beethoven...
     o tempo passa
     as estações vão e vem,
     e com elas, lembranças, novidades, surpresas agradáveis, lindos presentes,
     vem misturado ao cheiro da chuva na terra,
     ao arco íris que se forma no céu...
     nas palavras que se formam no papel...
     desenho teu rosto
     nas palavras teu nome escrito com aquarela.
     O raio do Sol e sua couraça de ouro,
     eu perplexo vejo a chuva que cai,
     as poças de água que se formam,
     a vida que corre, em meus versos vejo o nome Lore,
     e já não sou o mesmo de pequena coragem,
     sou crianças e meus versos brincam entre si,
     fazem travessuras
     choram quando caem porque querem um abraço,
     um carinho, a mesma proteção.
     Por ser doce essa amizade, quero sempre estar em seus braços,
     por ser agradável choro quando a ausência possa parecer tão grande
     que num momento eu me sinta tão longe que jamais irei alcançá-la.
     Sou adulto e meus versos entoam em alta voz,
     potente vibra as estruturas do coração,
     eloqüente e com audácia produz os mais fortes versos,
     maturidade na flor da pele,
     força para abalar estrutura.
     Sou velho, sou sábio,
     a longevidade me permitem comparar cada época de minha vida
     e de todos retirar aquele que na vida tocou com sua excelência,
     não tenho mais força na voz que despertaria multidões,
     mas docemente meus versos,
     meus passos não são tão velozes
     mas é devagar que o mel é feito pelas abelhas,
     e assim adocicam de maneira suave nossas vidas.
     Sento-me diante do espetáculo,
     olho vagamente o horizonte e é nele que descansa meus pensamentos,
     juntamente com o Sol que se põe,
     feliz é homem que tem um amigo,
     mais feliz ainda é aquele que encontra numa amizade inspiração para escrever,
     e nessa atmosfera de carinho,
     num ar que repousa o frescor de chuva mansa que cai,
     num pulsar do coração que devagar acelera na medida que as linhas são escritas.
     Coloco-me nesta viagem,
     do velho sábio que escreve,
  do homem forte que proclama,
  da criança alegre que brinca,
  das lágrimas que oculta rolam,
  das cantigas que um coração solitário entoa.
  E o sonho de ver nos olhos a imagem bela,
  meus encantos, meus sonhos, meus versos,
  o poeta que  se aprimora
  afia, amola a espada que duelará no mundo das letras.
  Homenagear é difícil
  quando sou ser homenageado por carisma tão grande,
  quando descubro a cada dia pessoa singela,
  quando sorria sozinho enquanto caminho,
  quando durmo e sonho a voz macia chamando: Anjo!
 
Francis Poeta
Enviado por Francis Poeta em 28/11/2007
Código do texto: T756720
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Francis Poeta
São Paulo - São Paulo - Brasil, 34 anos
49 textos (5919 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 06:30)
Francis Poeta