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HISTÓRIAS REAIS DO SOLDADO MURF, O ENROLADO

Prezado leitor! Devo frisar que as histórias aqui relatadas são verdadeiras, ou seja, aconteceram realmente. Por incrível que pareça. Eh, eh, eh!!!


Primeiro, um aperitivo:

Num quartel do Exército, em Manaus-AM, o Capitão Fulano, que exercia a função de Fiscal Administrativo (responsável pelo material), recebeu uma Parte (documento interno por meio do qual os militares comunicam qualquer tipo de situação que corre no interior do aquartelamento ou da Vila Militar) de um dos tenentes.
O tenente em questão chamava-se Sicrano, pertencia ao Quadro de Auxiliar de Oficias, e contava, na época, com cinqüenta anos de idade.
Dizia a Parte:
"Parte s/Nr, de 13 Mar 98. do Ten Sicrano, ao Cap Fulano. 1. Versa o presente expediente sobre alteração em PNR (Próprio Nacional Residencial - denominação dada às casas onde os oficiais e sargentos residem, nas Vilas Militares). 2. Participo-vos que o PNR  onde estou residindo atualmente foi invadido por milhares de cupins, que estão destruindo o teto. 3. Em face do acima exposto, solicito-vos providências com relação ao fato. Ass: Ten Sicrano."
Sem acreditar no que acabara de ler, o Capitão Fulano, entre gargalhadas, mostrou o insólito documento para os outros militares.
Todos sabiam das excentricidades do Ten Sicrano, conhecido por suas maluquices, e não se surpreenderam com mais essa. O riso foi geral.
Bem, para finalizar o texto, o Capitão Fulano, que possuía um espírito positivamente brincalhão, devolveu a Parte ao Ten Sicrano, com o texto abaixo, escrito a caneta:
"Em resposta a sua solicitação, oriento o companheiro a solicitar, por empréstimo e sob cautela, junto ao zoológico do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva - tradicional quartel-escola de Manaus), em caráter de urgência, um tamanduá, dos grandes, para dizimar os cupins do seu PNR. Ass: Cap Fulano."
Do jeito que o Ten Sicrano era perturbado, não seria surpresa se ele tivesse ido mesmo ao CIGS, buscar o tamanduá.
Eh, eh, eh, eh, eh!!!



Agora iremos para as peripécias jocosas do soldado Murf (nome fictício).
Num determinado quartel do Exército, em Manaus, havia um soldado muito doido e atrapalhado. Magro, 1,65m de altura e voz rouca. Ele era famoso por suas loucuras e bisonhices. Vamos a elas:

1
O soldado, que chamarei de Murf, trabalhava, na época, como ordenança do Major Luk (nome fictício), comandante da companhia de fuzileiros. O Major exercia as atividades numa sala e o soldado Murf ficava em outra, do lado.
Num certo dia, Murf, pra variar, estava teclando na Internet, durante o expediente. No bate-papo, conheceu uma garota. Papo vai, papo vem (papo erótico, segundo ele), o doido consegue convencer a garota a ir ao quartel, no mesmo dia, para conhecê-lo pessoalmente. Quer dizer, ao dois não trocaram nem fotos, por incrível que pareça.
A garota, baixinha e gordinha (e que também era meio perturbadinha), chegou no quartel por volta das 16h.
Disse na recepção que iria falar com o soldado Murf (um cara que ela nunca viu) e que ele a estava esperando na sala. O cabo da guarda ligou para o Murf, para checar a informação, e o referido confirmou a história da guria. Deram um crachá e ela entrou.
Compadre, aí é que o negócio complicou. Eh, eh, eh!
Não é que a gatinha entrou, por engano, na sala do Major Luk, pensando que era a do soldado Murf? Isso mesmo. Eh, eh, eh!
O Major Luk era magro e careca.
A guria, na entrar na sala e ver o Major Luk, sorriu e disse:
- Oi, Murf, tudo bem? Nossa! Você não me disse que era careca. E aí, gato, não vai me abraçar?
Dito isso, a garota avançou pra cima do Major, querendo abraçá-lo. Surpreso, o Major apenas afastou gentilmente a doidinha e disse:
- Desculpe, senhorita, mas não sou o soldado Murf. Há um engano de sua parte.
No entanto, a guria insistia:
- Ora, Murf. Deixe de papo. Me dá um abraço, gostoso.
O Major Luk se levantou, assustado, afastando a guria.
Passou o maior sufoco, tchê. Eh, eh, eh!
Conseguiu, enfim, chamar o Murf, e o mal-entendido foi desfeito.
A garota, envergonhada, conversou rapidamente com o Murf e foi embora, para nunca mais voltar.
Para sorte do Murf, o Major era gente fina e levou tudo na esportiva. Não puniu o Murf e ainda contou a história para todos, no quartel.
Esse Murf... Eh, eh, eh!


2
Outra do Murf.
O Capitão Klik (nome fictício) acabara de concluir um IPM (Inquérito Policial Militar), que tratou sobre um acidente envolvendo viaturas militares.
Entregou o processo (constituído por oitenta páginas), para o Murf entregar à CJM (Circunscrição de Justiça Militar - órgão que julga os processos militares). Tratava-se de um documento importante, que gerava direitos e que, em conseqüência, não poderia ser extraviado. Caso isso ocorresse, o Capitão teria problemas.
O "dizinfiliz" do Murf que, na época, era estafeta do quartel, pegou aquele calhamaço de papéis e foi embora.
No final do expediente, ao retornar, foi abordado pelo Capitão Klik, na sala:
- E aí, Murf, você entregou o IPM?
O Murf, que estava com a segunda via do ofício na mão, respondeu:
- Sim, senhor, sem alteração.
O Capitão, que estava preocupado, perguntou, sério:
- Você entregou para quem, Murf? Para a juíza, para a protocolista ou para o tenente encarregado?
Aí o bicho pegou, meu. Eh, eh, eh!
O Murf, esse jumento maluco, respondeu, com convicção:
- Capitão, entreguei para o... motorista!
Nesse momento, o Capitão tomou um susto e, apavorado, gritou:
- Murf, Murf, seu louco! Você entregou um IPM, um documento vital, para o motorista da CJM? Um motorista??? Você é maluco, cara?
E acrescentou:
- E você pelo menos pegou a assinatura do motorista, Murf, seu doido? Anotou também o nome completo, endereço e identidade dele?
- Está aí, Capitão.
O Capitão pegou o ofício e leu: "Recebi a primeira via em 20 Abr 2003. Assinado: João."
- Murf, seu perturbado! Só João? Só isso? E quem é o João, seu doido? E se ele perder o IPM, hein?
- É o João, Capitão, um cara gente fina.
- Soldado Murf, se esse IPM for extraviado, eu juro que você será expulso do Exército, seu doido.
O interessante é que o Murf nem foi na CJM, acredita? Ele estava em outro quartel e, por acaso, viu o motorista da CJM lá. Para não se dar ao trabalho de ir à CJM, o Murf entregou o IPM ali mesmo. O motorista João assinou o ofício, rapidinho, e jogou o IPM no banco de trás da viatura, como se fosse um documento qualquer. Sério! Eh, eh, eh!!!
Esse Murf é muito loucão, compadre! Eh, eh, eh!
No dia seguinte, porém, ao tomar conhecimento de que o IPM foi realmente entregue a quem de direito, o Capitão Klik se acalmou e passou, depois, até a rir de toda essa história.
Lembro que, dias depois, sempre que encontrava o Murf, dizia:
- O Soldado Murf e o motorista quase me levaram à loucura.
E ria do comentário.
Eh, eh, eh, eh!


3
Essa aconteceu no centro de Manaus.
O Murf, fardado, andava pelo centro, acompanhado do soldado Vido (nome fictício).
O Murf iria trabalhar como ordenança do Major Luk, o careca (lembra dele, leitor? - eh, eh, eh!) e estava passando a função de estafeta para o soldado Vido.
Quando deu meio-dia, brocado de fome, o Murf avistou uma fila e notou que estava sendo oferecida comida de graça.
Sem verificar antes do que se tratava, o Murf entrou na fila, fardado, sendo seguido do soldado Vido, também fardado.
- Tu tens certeza de que é promoção de loja, Murf? - disse o Vido, desconfiado.
- Confia em mim, compadre. Vamos comer churrasco de graça.
Em Manaus, de vez em quando, as lojas distribuíam comida gratuitamente (ripo churrasquinho, sanduíches, etc), para atrair clientes.
O Vido não satisfeito, resolveu averiguar a história:
- Espera aí, Murf, que irei dar uma olhada nesse negócio.
Nesse momento, uma equipe de TV montava as câmeras para as filmagens de um programa local.
Quando o Vido voltou, assustado, já o pessoal começava a filmar a fila:
- Murf, seu doido. Vamos embora daqui, rápido. Isso é fria, meu!
A repórter dizia, num microfone:
- Estamos, nesse momento, no centro de Manaus, destacando a doação de sopa caseira, promovida pela APAE, para os pobres desamparados. Na fila, como vocês podem ver, estão os mendigos e meninos de rua que residem no centro e nas imediações. Eles...
Imagine você, leitor, a cena doida.
O Murf e o Vido, saindo, correndo e abaixados, da fila, e a câmera filmando e tentando alcançá-los.
Coisa de maluco, meu. Eh, eh, eh!
Por um triz o Murf não apareceu na TV local, fardado, numa fila de mendigos, para tomar sopa caseira. É mole?
Coisas que só o Murf faz. Eh, eh, eh!!!



4
No quartel, todos dizem: "Tirei um serviço ligth", que quer dizer, serviço de guarda sem alteração, sem problemas.
O Murf diz "serviço diet".
Quer dizer, ele mesmo não sabe o que é isso. Eh, eh, eh!


5
Uma vez o Murf deu para a namorada, que se chamava Rocicleide (nome verdadeiro), um cartão de aniversário, no qual estava escrito: "Rocicleite, eu de amo".
Quer dizer, por incrível que pareça, ele troca o "t" pelo "d". Isso direto, em quase todos os textos que escreve.
Rocicleide deu mole e deixou as colegas de sala de aula lerem o cartão. Passou a maior vergonha!
As gurias riam e zombavam dela, dizendo:
- O namorado da Rocicleide é analfabeto! Rocicleite! Rocicleite!
Coitada da gatinha!... Eh, eh, eh!
Claro que o namoro deles terminou, né? Já pensou?


6
O Murf estudava à noite.
Fazia o terceiro ano do segundo grau, aos 22 anos de idade, após ter sido reprovado trocentas vezes. Eh, eh, eh!
Certa noite foi pêgo entrando na escola com bebida alcoólica. Cachaça misturada com suco de laranja. Ele e mais cinco doidinhos.
Resultado: para não ser expulsos, o grupo (incluindo o Murf) teve que... pasme!... passar o sábado pintando internamente a escola. Isso mesmo. Aceitaram a proposta da diretora.
Por isso, em pleno sábado, lá estava os seis cuecas pintando a escola, num calor doido. O Murf parecia um recruta fazendo faxina. Eh, eh, eh!
Quando chegou em casa, no final da tarde, todo cansado e dolorido, disse para a mãe que estava jogando futebol.
A mãe, então, perguntou:
- E por que tuas pernas estão manchadas de tinta, filho?
Sem saber o que dizer, Murf inventou uma desculpa, dizendo que estavam pintando um muro, perto do campo, e que ele caiu na tinta, enquanto jogava.
Esse Murf... Eh, eh, eh!


7
Murf foi convidado para uma festa, na casa do Rick (nome fictício), outro soldado.
Levou a namorada, Rocicleide, e mais outro casal, o soldado Turt (nome fictício) e sua namorada Lívia (nome fictício).
O Rick deu o endereço: rua General Austragésilo de Atayde, Nr 2345, bairro X, por exemplo, e até desenhou o itinerário num pedaço de papel.
Desenho este que o doido do Murf extraviou. Claro.
Na noite em questão, o grupo desceu do ônibus e... se perdeu.
Pode acreditar, leitor.
O Murf esqueceu tudo o que o Rick havia lhe dito e foi para o lado errado da rua. Se perdeu, o doido. Eh, eh, eh!
Os quatro ficaram andando a esmo, o Turt já puto com ele, pelo bairro todo e não encontraram o local da festa. E o Murf ainda dizia, convicto:
- Calma, galera. Tenho quase certeza de que é por aqui.
Kakakakakakakakakaka!!!
Doido de pedra!
Uma hora andando e... não acharam a casa do Rick.
Para não perder a noite, tiveram que comer sanduíches numa praça, antes de retornarem - frustrados - para casa.
Foi aí que se descobriu que o Murf só decora números de até dois algarismos (ou seja, até 99 - eh, eh, eh!) e palavras de até oito letras. Mais do que isso, ele se atrapalha.
Lendas do cara. Eh, eh, eh!


8
O Murf foi fazer a prova inicial de admissão ao Curso de Formação de Cabos.
Ele e mais dezenove soldados. Havia seis vagas. Quem passasse na prova, iria fazer o curso na 12a Companhia de Polícia do Exército, em Manaus mesmo.
Pois é, leitor.
Adivinhe qual foi a colocação do Murf?
19o lugar. O penúltimo da turma.
Só perdeu para outro soldado, tão bisonho quanto ele. Eh, eh, eh!
E que o Murf disse em sua defesa?
Bem, primeiro ele confessou que havia esquecido como se calculava essa tal de equação de primeiro grau, qual a capital do Mato Grosso do Sul, onde colocar o acento na palavra "paralelepípedo" e em quantas partes se divide o corpo humano. Essas, dentre outras, ele deixou em branco.
Kakakakakakakakaka!!!
Depois, se atrapalhou com a redação. Ele pensou, refletiu, buscou no fundo da mente e... nada saiu.... Quer dizer, o cara nunca foi bom em português, já viu no que deu, né? O sujeito empacou geral, xará! Eh, eh, eh!
Quando ia iniciar a redação... o tempo acabou.
Tomaram a prova dele, meu. Eh, eh, eh! Só rindo mesmo...
Quer dizer, o Murf serviu 7 anos ao Exército e não passou de soldado raso.
Não dava, né? É forçar demais a barra. Eh, eh, eh!


9
Uma vez o Murf nos convidou para almoçar peixe na casa de uma outra namorada dele, a Lia (nome verdadeiro), num domingo quente.
Eu, ele e mais dois amigos militares.
Compadre, o cara se atrapalhou geral. Deu nó em pingo d'água.
O que ele fez? Meu Deus! Vou contar:
Primeiro, às 9h20min, ao tentar retirar 20 reais do caixa eletrônico, esqueceu a senha. Sério! Eh, eh, eh.
Desesperado, teve que ligar para casa e a empregada foi quem achou os números dentro da gaveta. Achou e ainda o admoestou, ou seja, deu-lhe o que os militares chamam de uma senhora "mijada". Eh, eh, eh.
Só ouvíamos ele dizer, baixinho:
- Pô, Maria, deixa de onda e me dá logo essa senha....
Kakakakakakakakakaka!!!!
Depois fomos, rapidinho, a um bingo (pra ver se ganhávamos uns trocados antes de seguir viagem) e, lá dentro, o cara conseguiu perder a carteira. Perdeu e quase pirava de preocupação. Eh, eh, eh!
Por sorte a vendedora a encontrou jogada no chão e a entregou ao gerente. O Murf resgatou a carteira e suspirou, aliviado. Não ganhamos nada no bingo, claro. Com um pé-frio como o Murf como companhia, não dava, né? Eh, eh, eh!
Em seguida, ligamos para a Lia, para confirmar esse tal de almoço.
No entanto, para nossa surpresa, a gatinha simplesmente não sabia que iríamos almoçar lá. Eh, eh, eh!
O cara pensou que a tinha avisado, é mole? Mas não avisou, esse doido.
Em conseqüência, tivemos que comprar os peixes no mercado.
Fomos para a parada, carregando o saco com os peixes e temperos.
E não é que o Murf nos levou para a parada errada?
É que no centro de Manaus as paradas se alternam. Ou seja, para cada parada há uma quantidade certa de ônibus. Um ônibus que pára numa parada não pára na seguinte. Há, obviamente, uma placa enorme, em todas as paradas, informando quais os ônibus que param nas respectivas.
Só que, como o Murf não sabe ler direito (eh, eh, eh!), ele nem viu a placa. Ou fingiu que não viu. Sei lá...
O certo é que ficamos quarenta minutos na parada errada, esperando o danado do ônibus e... necas-de-patibiriu. Um saco!
Desconfiados, apertamos o cara e ele acabou revelando que estávamos na parada errada. É mole? Eh, eh, eh! Putos, demos uns "pedala, Robinho!" na cabeça dele e entregamos o saco com os peixes para ele carregar, algo que o cara detesta.
Seguimos, então, para a parada certa, pois lemos o número do ônibus, escrito na placa. O número que o Murf nos deu, né? Um número de três dígitos. Já viu, né? Eh, eh, eh!
E, como não poderia deixar de acontecer, o Murf, indeciso, nos conduziu para o ônibus errado. Juro. Entramos no busão errado, compadre!
Ele simplesmente trocou as bolas!
O número certo era o 431, mas ele nos forneceu o 413! Juro. Eh, eh, eh!
Tivemos que descer do ônibus em outro bairro, pegar mais um e voltar para o centro. Cruel...
E o tempo passando.
Andávamos, mas também dávamos os "pedala, Robinho!" naquela cabecinha maluca. Sofríamos, mas o Murf se ferrava com a gente. Eh, eh, eh!
Pegamos, enfim, o ônibus certo (o terceiro! - ufa...), mas, ao chegarmos no bairro da Lia, o Murf conseguiu a proeza de descer na parada errada, o que nos fez andar de graça, num calor infernal. E olha que ele, na época, estava namorando a garota há dois meses! Quer dizer, deveria conhecer aquele itinerário de cor e salteado.
Esse Murf...
Resultado: só fomos chegar na casa da Lia às 4 horas da tarde, por incrível que pareça.
E isso porque nos encontramos, no centro, às 9 da manhã. Quer dizer, das 9h à 16h ficamos de bobeira, vendo (e sofrendo!) as trapalhadas do Murf.
E, para completar as loucuras, lembro que, quando chegamos na casa da Lia, o sujeito entrou e foi preparar os peixes, tucunarés, para fazer a tradicional caldeirada amazonense. Estávamos urrando de fome.
Na época, eu bebia cerveja, e estávamos bebendo e ouvindo música, tentando acalmar nossos estômagos sofridos, enquanto aguardávamos o negócio ficar pronto.
Quinze minutos depois, o Murf entra na sala e diz:
- Pronto, galera....
Ficamos eufóricos, pois, finalmente, iríamos desfrutar do melhor peixe da Amazônia.
De repente, o Murf completa a frase:
- ... acabei de limpar os bichos.
Cara, quase caímos de porradas no Murf.
O sujeito perdeu esse tempo todo só para limpar os peixes, acredita?
Loucão, o cara. Eh, eh, eh!
E tome-lhe "pedala, Robinho!" na cabeça do sujeito. Eh, eh, eh!
Depois, quando a caldeirada ficou pronta (que a Lia fez, claro - o Murf não sabe cozinhar), esquecemos tudo e caímos na gargalhada.
Outro almoço promovido pelo Murf?
Nem pensar!
Deus me livre! Eh, eh, eh!


10
A saideira.
O Murf estava na função de ordenança do Major Luk.
Resolveu colocar uma placa na mesa, se identificando.
Ele escreveu assim: "Soldado Murf, OD da companhia".
Nisso o Cap Gregor (nome fictício), que era o Tesoureiro do quartel, entrou na sala e, ao ver a placa, ficou surpreso, encarou o Murf e disse:
- E aí, soldado? Você já é o Ordenador de Despesas (militar tesoureiro do quartel, função que o Capitão desempenhava) da companhia? Foi promovido?
O eis que o Murf responde, já cabreiro:
- Não, Capitão. Esse OD é de ordenança.
Loucura total, xará! Kakakakakakakakakakaka!!!
O Capitão não se agüentou e teve que rir da maluquice. Riu mesmo, pode crer.
- Você deve ser doido, soldado. - disse e foi embora, rindo.
A sigla correta seria "Ord".
Só a cabeça do Murf para imaginar essas coisas... Eh, eh, eh!


Fim de papo.
Se eu lembrar de mais histórias do Murf, contarei para você, leitor.
São muitas, tchê!
Cada uma mais doida que a outra.
Eh, eh, eh!
Joderyma Torres
Enviado por Joderyma Torres em 02/04/2006
Reeditado em 03/04/2006
Código do texto: T132590
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joderyma Torres
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 51 anos
70 textos (14845 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 17:50)
Joderyma Torres