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ARQUIINIMIGO ! ! ! ! !

ARQUIINIMIGO
(Autor: Antonio Brás Constante)

Aquele que não possuiu em toda sua vida ao menos um arquiinimigo, feche os olhos e atire a primeira pedra. Quem sabe assim, com algum azar, não acabe acertando alguém e possa enfim desfrutar da sensação de ter alguém no mundo que te odeia, deixando você livre para odiá-lo também.

Os arquiinimigos são válvulas de escape, onde concentramos toda nossa aversão e os piores sentimentos de nosso ser. Focados nesse individuo desprezível, que para nossa total infelicidade foi colocado no mundo para atormentar e cruzar nosso caminho.

Eles são a pedra que nos faz tropeçar, o quebra-molas que nos atrapalha a passagem, ou mesmo a lombada-eletrônica que existe apenas para nos multar.

Todo arquiinimigo tem uma história em nossas vidas. Muitas vezes eram antigos amigos, que por acaso do destino acabaram se transformando em rivais até por fim se tornarem nossos maiores inimigos.

Em outros casos, eles já se apresentam como nossos desafetos, nos desafiando sempre que podem. Cheios da chamada: “antipatia gratuita”. Com raízes profundas, que podem ter se originado ainda no berçário, quando guerreávamos com eles por uma chupeta, ficando o fato registrado de forma inconsciente na memória de ambos.

Qualquer um pode se tornar seu pior inimigo. Pegue aquela gentil senhora de cabelos grisalhos como exemplo. Sempre bondosa e parecida com sua doce avó. Você tinha uma enorme simpatia por ela, até o momento que passou a namorar e por fim se casar com a filha dela. A partir dali aquela meiga senhora se transformou em sua famigerada sogra, capaz de lhe atribuir os piores defeitos, e toda uma série de críticas sobre sua pessoa (em alguns casos, ela acaba se tornando uma segunda mãe para você, mas isto já é uma outra história).

Existem inimigos que vão e voltam. Outros nos assombram por um certo tempo e somem. Eles não podem ser considerados verdadeiros arquiinimigos. Os arquiinimigos se acumulam. Eles chegam e ficam para sempre torturando nossa existência. São o fardo que se leva e a cruz que se carrega.

Fazem de nossas vidas um verdadeiro inferno. São dignos de nossas piores pragas e maiores maldições. Infelizmente não existe uma forma mágica de evitá-los, pois sua presença independe de nossa vontade. Eles parecem mariposas atraídas pela luz de nosso sucesso.

Enfim, os arquiinimigos, são como espinhos em nossos sapatos, que nos machucam a cada passo da nossa caminhada. Não adianta pisarmos neles, pois só conseguiremos aumentar nosso sofrimento com esta atitude. O melhor a fazer é nos desfazermos daquele calçado, passando a andar descalços e felizes rumo ao nosso futuro.

(SITE: www.abrasc.pop.com.br)

NOTA DO AUTOR: Divulgando este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 10/04/2006
Reeditado em 18/05/2006
Código do texto: T136680
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Sobre o autor
Antonio Brás Constante
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 100 anos
399 textos (85246 leituras)
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Antonio Brás Constante