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Dormindo no ônibus

O operário cansado chega ao ponto de ônibus e dá graças a Deus por não ter fila para entrar. Sendo o primeiro não tem como fazer a viagem de volta para casa de pé. Olha agradecido quando percebe que o ônibus está estacionando para que os passageiros subam. Quase correndo entra no ônibus, paga sua passagem e vai para o lugar mais procurado pelos passageiros: O banco alto localizado quase no final do coletivo. Acomoda-se, coloca a moxila com a marmita no colo, encosta-se à janela e pensa: pronto: agora tenho uma hora e meia para dormir enquanto espero chegar ao ponto final onde descerei. E em menos de um minuto ele já estava até roncando. Afinal, acordou às 5h da manhã e trabalhou fazendo massa de cimento o dia inteiro. Estava "morto" de cansado. Ele era apenas mais um no ônibus lotado. Ninguém notava, ninguém se importava. De repente, acorda sobressaltado, parecia que alguém lhe puxava os cabelos com o rosto e tudo junto. Não era nada disso, apenas a usuária sentada logo atrás, resolveu fechar a janela para impedir que o vento desmanchasse os cabelos que acabara de arranjar no salão. E ao fazer isso nem percebeu que a mesma janela que fechara era aquela em que o operário estava apoiado dormindo. Ele, quando entendeu o que se passou, olhou para mulher, tentando dizer com os olhos, o palavrão que estava preso na garganta. Como era um homem educado, apesar do pouco estudo, ainda permaneceu olhando para a mulher esperando que ela lhe desse pelo menos um pedido de desculpas. E, não pegava bem, brigar assim com uma senhora, refletiu. Mas a mulher, nem notou a raiva do senhor à sua frente e continuou conversando alegremente com sua companheira de viagem. O homem então tentou voltar a dormir, mas, por precaução, colocou o braço pendurado onde apoiava a cabeça sem que tivesse que se encostar na janela.
Sam
Enviado por Sam em 27/04/2006
Reeditado em 27/04/2006
Código do texto: T146358
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sam
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil
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