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O CÃO

Havia num Quartel do interior, um Cb ordenança, puxa-saco dos bons, gostava de empilhar e fazer o Chefe sonhar, braseiro era ele, o resto era fichinha, a soldadesca queria ser amiga do diabo, do que deste “colega”. O homem tinha o dedo gessado. Se é que me entendem?
Quando o Cmt chegava o chimarrão estava pronto, a mesa limpa, tudo no maior asseio, e o vaselina ali se desmanchando em mesuras, com aquele sorrisinho de hiena no canto da boca.
Numa viagem de inspeção o Cmt foi presenteado com um cachorrinho, pelo pessoal da comunidade, e batizado de “Tico”.
Porem o animalzinho, não caiu nas graças do ordenança, que sentindo que perdia espaço, aproveitava as ausências do Chefe, pra sacanear e pregar peças no bichinho.
Um belo dia, o chefe chegou no inopino, (ou como diria um instrutor da EsFECS  “ainopaino” ou sine dei “saineday”, mas isso é outra estória) e pegou o veterano no exato momento em que aplicava sonoro pontapé no cachorro.
Diante de tal atitude o Chefe, prendeu o ordenança.
_ Estás preso por maltratar o animal, e estou te passando a pronto. E saiu para uma reunião com o pessoal do Lions e Forças vivas da cidade que aguardavam na Sala contígua.
O Ordenança, apavorado. Tentando caminhar na posição de sentido, com os braços colados ao longo do corpo, junto a perna, balançava a cabeça, e exclamava aos berros pelo corredor, para que toda a Unidade ouvisse:
_ O senhor não pode fazer isso comigo, saiba que eu sou apaixonado e adoro o “seu tiquinho”.

JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
Enviado por JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES em 09/05/2006
Código do texto: T153226
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Sobre o autor
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
Eldorado do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 54 anos
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