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E agora?

 No meio de um dia de trabalho, o telefone da minha casa toca. Corro para atender toda suada da faina do dia. Atendo e do outro lado da linha uma voz conhecida diz: Preta, sou o fulano e gostaríamos de saber se logo mais por volta de umas 18hse30 minutos vocês irão estar em casa? E isso já eram 15hs e eu rapidamente sem pestanejar disse: Lógico, podem vir que estaremos esperando com prazer! Compromisso marcado, desliguei o telefone e fui a luta após um dia de labuta e já bastante cansada. Joguei o cansaço para cima e pensei: O que fazer, agora? O momento exige praticidade da minha parte. Terei que ser mais rápida e se puder não gastar muito será melhor ainda, certo? Pois muito bem, fui ao mercado rapidinho para comprar tudo que fosse mais prático.
 Xi, Na corrida contra o relógio, comprei alguns frios, enlatados, azeitonas e etc... Chegandando em casa percebo que não dispunha de tantos recepientes suficientes para os petiscos. Ah, não tem problema! Agora, vale tudo! Mas cá prá nós receber em casa alguém com a rapidez de uma pizza não é tão simples assim ou será que eu é que sou a vagarosa? Sei lá! Eu estava disposta a virar a Super-Women e naquela hora nada me impediria de continuar as minhas alquímias, certo?  Afinal, quem está na chuva tem que se molhar, não é verdade? Conclusão: ralei e rolei mas ao olhar em torno tudo prontinho, fresquinho e delicioso para o grande encontro, vejo que consegui. Disse para mim mesma: É menina, você é uma guerreira! Sou muito modesta, é claro! kkkk!!!! Daí eu comecei a ditar ordens para colocar todos em ordem, inclusive euzinha. Tudo nos conformes eu prontinha como uma perua tonta ainda de cansaço e deslumbrada, crianças dentro dos melhores panos e o maridão, lindão! Queríamos abalar as estruturas do acontecimento. Queríamos que nossos amigos sentissem-se bem a vontade. Estava realmente tudo uma "GRACINHA!" Como diz a Hebe Camargo. Só faltava luz de velas e os violinos. De repente percebo as horas seguindo seu curso normal e os amigos nada. Meus cabelos começaram a se arrepiar, pois sabia que as crianças não iriam esperar mais tempo, estavam com muita fominha. O maridão? A esse a todo momento me perguntando: Tem certeza que eles virão? Eu de saia justa jurava que viriam logo e que quem sabe não tinha havido algum problema que os tivesse atrasando. Pensei até em ligar, mas resolvi dar mais um tempinho.

Eis que tudo se transformou em silêncio! Só olhares trocados.

Quando por volta das 20hs alguém falou: Mãe, olha o telefone, está tocando! Devem ser seus amigos, corre e vá mamãe, atender!
 Antes não fosse! Qual foi a surpresa?

 Nossos amigos não viriam mais, pois decidiram ir a um teatro qualquer para assistirem uma peça interessante em cartaz e pediu que não ficássemos chateados, mas que os perdoasse-mos e que a qualquer hora dessas viriam para colocarmos o papo em dia. Quando o maridão soube sem perceber, tenho certeza! Ele soltou em voz alta: Que, sacanagem! Eu e as crianças não estamos acostumados com ele agindo assim e fiquei por uns instantes meio atônita. Recobrando de imediato o sentido tentando desculpar a atitude dos amigos e prossegui...
 Acho que isso acontece nas melhores famílias, não acontece, Ninho? E meu marido chateado falou que o que ele sabia é que isso não se faz com ninguém, certo? Interessante, agora escrevendo me dá vontade de sorrir, claro que após o caso passado tudo é muito divertido mas na hora my, Good! Depois tivemos que papar de tudo um pouco, sobrando um tanto para o enterro dos ossos do outro dia.   Passado um tempo fomos dormir meio confusos ainda, porém cansados de esperar. Travando altos papos para chegar a um concenso, dormimos e no outro dia o papo ainda era o mesmo, depois fomos nos acostumando com a idéia e tudo ficou fazendo parte do passado. Espero não ser-mos mais vítimas do acaso, espero não ser mais a protagonista nessas estórias absurdas.

  Fiquem a vontade para lerem meu besterol de desabafo, minha burrice ou a minha ingenuidade, não sei! Não estou fazendo um cavalo de Tróia, mas que foi esquisita a situação isso lá foi. Parece até um texto sem pé, nem cabeça, mas o papo também não foi cabeça KKKK!!!! Parceirinha de todos PretaCosta.

  PS: Gostaria de lhes fazer uma pergunta até para não me sentir culpada de estar escrevendo esse texto. Qual conclusão chegariam se essa estória acontecesse com um de vocês?
      Agradeço a quem ler e comentar e ao quem não comentar porém ler.
Pretacosta
Enviado por Pretacosta em 19/05/2006
Reeditado em 19/05/2006
Código do texto: T158702
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Sobre a autora
Pretacosta
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 64 anos
236 textos (32733 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 06:41)