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Mocotó com diarréia


Eu, guri de 15 anos,
menino largadão,
preguiçoso,
comilão
e muito perdido,
no meu nordeste querido.

Naquela noite marrenta,
jantei mocotó
com pimenta malagueta,
comida arretada de porreta,
porém muito agourenta.

Lá pelas dez da noite,
fui deitar, ó xente,
o buxo cheio de mocotó,
inchado, maledicente,
para tentar dormir,
lentamente.

Uma vez deitado,
retirei da gaveta
o pôster de uma gatinha,
gostosa demais,
é a Juliana Paes,
a gata mais desejada do mundo,
pela frente e por trás.

Queria ter sonhos eróticos
com essa morena tesuda,
gata bunduda, popozuda,
e tocar uma punheta sacana
na minha confortável cama.
Ia "transar" com essa gata
no meu mundo punheteiro
e libidinosamente maneiro.

No entanto, o negócio desandou,
pois uma cena desgraçada
se iniciou.
Levantei, juro, de madrugada,
com dor de barriga.
Lascado,
alienado,
fodido e mal pago.

Saí para o corredor,
sonolento,
rabugento,
andando lentamente,
na escuridão do AP.

Entre dores cruéis,
vacilei,
pois, sem saber como...
todo fuleiro,
errei o banheiro.

Sério, compadre!
Pode crer.
Entrei no quarto sem querer.
Miséria!
Tô desorientado, xará.
Cruz credo!
Um tremendo bafafá!
Bisonho!
É do lado de lá.

Voltei, então, ainda tonto,
e encontrei a porta certa.
Eis meu velho amigo banheiro,
puro e verdadeiro,
limpo, supimpa,
gente fina pra dedéu
e que me levou ao céu.

Sentei no trono macio,
e comecei a cagada esperta.
Oh, a sensação é profunda!
Ao ouvir a merda bater na água
e a água bater na bunda!
Hehehehehehe!!!
Filosofia de cagão,
que me dá grande emoção.

Caguei, fiz obras no escuro
e a dor de barriga passou.
Levantei-me,
aliviado,
saciado,
e tooodo cagado!

Dei a descarga, claro,
as mãos já lavei,
limpei o traseiro,
e saí do banheiro.
Voltei ao quarto,
pronto para dormir,
para sonhar eroticamente
com a Juliana Paes,
morena tesuda demais
e tocar uma na cama.

Oh, infelizmente não deu!
Pois a dor de barriga voltou
e me quebrou.
Que tragédia!
A merda se fez presente
sugando minha mente.
Passei a noite cagando,
indo ao banheiro seis vezes,
com o bumbum ardido
e muito do fodido.

Meu Deus!
Maldito mocotó!
Que me arrebentou!
Foi ele, tenho certeza,
que me atacou sem dó.

Guardei a foto da Juliana Paes,
e, de manhã bem cedo,
pedi arrego.
Sem agüentar as dores,
chamei minha mãe querida
para salvar minha vida.

Logo eu,
um guri de 15 anos,
menino largadão,
preguiçoso,
punheteiro,
comilão,
fui parar no hospital,
passando mal.

Adeus, Juliana Paes!
Queria te amar,
alimentando essa chama
e tocando uma na cama,
gozando por você,
sem parar.

Mas não deu.
Pois o mocotó com pimenta
Me fodeu!
Ai, ai!

- Enfermeira, por favor!
Supositório nãããoooo!
De novo não.
Eu imploooooro!!!

FIM


PS:
Já passou por isso leitor? De comer mocotó até ter uma diarréia muito doida?
Loucura, né? Coisa de nordestino cabra da peste, ó xente!
He, he, he, he, he, he!!!
Joderyma Torres
Enviado por Joderyma Torres em 24/05/2006
Código do texto: T162305
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joderyma Torres
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 51 anos
70 textos (14844 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 09:39)
Joderyma Torres