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O MERGULHÃO E O VALE MINHOCA!

Domingo de sol, o filho menor vai até a cama do pai e diz: Papai vamos pescar?

Como? Responde o pai, não preparamos nada, mas assim mesmo, o menino insiste, hoje vou pegar um peixão, vamos pai, levanta logo. Vendo a vontade do menino, o pai indaga, mas onde arranjaríamos isca a essa hora?

O garoto muito esperto, dá logo a solução, lá no quintal,
na terra do jardim, lá tem terra com minhocas, lembra?
Sim lembro, o pai olha para o menino e combina... Tá certo vamos pescar!

Foram ao jardim e conseguiram caçar três minhocas pequenas, ajeitaram os caniços, anzóis, chumbadas, partiram pra uma beira de praia, onde havia alguns barcos pesqueiros, um dec de madeira e alguns quiosques.

Prepararam os caniços e anzóis, cortaram as minhocas, prenderam-nas nos anzóis, lançaram-nas ao mar, não demorou muito, vieram alguns peixes e comeram as iscas, embora tivessem perdido os peixes, ficaram satisfeitos por perceberem, que ao menos, peixes naquele local não iriam faltar.

Colocaram novas minhocas, pedaços menores dessa vez e lançaram novamente ao mar, um peixe veio, mordeu mas, dessa vez foi fisgado pelo anzol do menino. Rindo a beça e com cara de sou mais eu, o garoto diz para o pai, vai pai, faz alguma coisa, tira esse peixe aí pra mim.

Ficara o pai então, com o compromisso de honra, de pescar o próximo peixe, minhocas na água, atenção dobrada e um susto, um pato mergulhão, mergulha próximo onde estavam pescando, fica lá por baixo por quase um minuto e volta trazendo um belo peixe no bico, engole o peixe ali mesmo, o pai senti um mordiscar na isca, mas, lá vai o mergulhão e traz mais um peixe.

O menino comentou, que safadão esse pato, fica esperando que a gente jogue as iscas dentro d’água, se aproxima, mergulha e quando o peixe vai comer a nossa isca, ele se aproveita da distração do peixe e pronto, mais um peixe pro papo, e menos um no anzol. Nessa altura, todas as iscas já haviam sido usadas.

De repente o menino diz, espera pai, você também vai pegar seu peixe, foi ao quiosque, pediu um pedaço de papel branco e com a caneta escreveu algo,
chegou perto do pai com o papel na mão e fazendo mais uma vez cara de safado dispara: 
Que tal a gente ao invés da isca colocar esse "VALE MINHOCA?"

O pai vendo que o filho estava a gozar com sua cara, disse, tudo bem, de repente quem sabe, temos algum peixe inteligente, faz o seguinte, vai colocando o "VALE" no anzol, que eu vou ali no quiosque tomar uma água, ao voltar, vai logo dizendo para o garoto, esse eu faço questão de jogar, pegou o caniço da mão do menino e sem que ele percebesse trocou o papel preso ao anzol, lançando-o  rapidamente ao mar.

O mergulhão safadão, estava por perto e logo veio pro banquete e mergulhou, desta vez, ficou bem mais tempo lá por baixo, voltou sem nenhum peixe no bico, mergulhou de novo e logo retornou, batendo as asas freneticamente e foi embora, o pai, fala ao menino, melhor tirarmos o anzol, esse seu plano, acho que não deu certo, ao retirar o anzol da água, vai pra perto do menino, dá uma bela gargalhada e grita:

Mergulhão safado, sem vergonha, que foi pai, que foi?
Olha só filho, ele veio, viu o "VALE MINHOCA", retirou e olha o que ele colocou no lugar, quando o menino olhou para o papel, viu escrito, "VALE PEIXE", sentaram  no dec e riram sem parar!!!



Conto baseado 
em fato real, 
acontecido com meu
filho Vitor, no ano de 2003.


paulo cesar coelho
Enviado por paulo cesar coelho em 30/06/2006
Reeditado em 23/06/2009
Código do texto: T185155

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Sobre o autor
paulo cesar coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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paulo cesar coelho

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