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SÓ FALTA ACONTECER ISTO...

SÓ FALTA ACONTECER ISTO...
(Autor: Antonio Brás Constante)

Se o domínio do PCC continuar avançando do jeito que está, provavelmente os marginais acabarão instituindo o dia do PCC (que irá durar muito mais do que apenas um dia).  Contará com variadas atividades, entre elas o campeonato de queima de ônibus. Gincanas com prêmios em dinheiro para quem matar mais policiais, corrida com arrastão, entre outras tantas.

Irão criar o “pegue e não pague”, um instrumento para aquisição de bens, onde bastará que os meliantes possuam um personal “pé-de-cabra”, e todas as portas se abrirão para eles.

A falta de calor humano será suprida pelo calor insuportável dos vários incêndios espalhados por todos os lados. Nessas festas, ao invés de derramar um pouco de bebida para o santo, se derramará muito sangue, com a justificativa que estão sendo resgatados valores antigos, como por exemplo, os sacrifícios humanos, visando aplacar a fúria dos deuses (no caso a expressão “deuses” possivelmente será uma espécie de gíria utilizada para definir os líderes do PCC).

Cerimoniais com sangue inocente sempre serviram de desculpa para se matar alguém de forma estúpida, dizendo que com isto estariam agradando aos deuses. E os deuses como todo mundo sabe, são seres com poderes descomunais e sabedoria muito superior a dos humanos. Mas que apesar disso, sempre gostaram de ver pessoas morrendo em rituais animalescos em sua homenagem. Nos tempos antigos isto provavelmente ocorria, pois o paraíso dispunha de tamanho infinito e necessitava ser repovoado constantemente com almas puras, evitando assim possíveis invasões do MASP (Movimento das Almas Sem Paraíso). Pelo que estamos podendo ver nestas ondas de ataques, os tais sacrifícios vão voltar a ficar na moda, agora por outros motivos.

Os bandidos também se espelhariam nas festas juninas para elaboração de suas brincadeiras. Porém, ao invés do pau de sebo, usariam o pau-de-arara. Despejando sebo com gasolina por cima de quem estivesse “participando” da brincadeira e ateando fogo no coitado (usei o termo “brincadeira”, pois tenho certeza de que ao menos para os organizadores desses massacres seria divertido).

Haveria muitas fogueiras, mas ninguém ficaria pulando por cima delas. A diversão para eles seria simplesmente iniciar o maior número possível de focos de incêndio. Tudo comemorado com muitos tiros, drogas, sangue e caos.

No lugar das muitas bandeiras de decoração existiriam muitas badernas de destruição. Muitas mortes. Muita insegurança e sofrimento. A população sairia as ruas para presenciar o espetáculo, mesmo porque suas casas estariam ardendo em chamas, ou sendo pilhadas.

Por fim, sobrariam apenas cinzas e tristezas. Os bandidos fariam uma trégua, deixando a população se recompor do evento. Pois tanto o PCC quanto nossos políticos sabem que a população deve sofrer um pouco para saber quem é que manda, porém não deve ser totalmente aniquilada, já que é ela quem sustenta estes dois grupos infernais que existem apenas para nos lembrar que o inferno é aqui.

(SITES: www.abrasc.pop.com.br e www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)

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Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 24/07/2006
Código do texto: T200988
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Sobre o autor
Antonio Brás Constante
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 100 anos
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Antonio Brás Constante