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MINHA CURTA AUTOBIOGRAFIA

Eu iniciei minha jornada sem lenço e sem documento, mas me desenvolvi rapidamente e em nove meses estava pronto para estrear neste mundão. Isso aconteceu em 21 de março de 1978. Mas não foi nada fácil chegar até ali. Concorri com cerca de 5.689.148.549.149.328.347 (foi o que pude contar) espermatozóides e por fim os ultrapassei na reta final invadindo o óvulo da minha mamãe em primeiro lugar. A partir daí descobri que a vida não seria fácil pra mim.
No mesmo dia que eu, mas à muito mais tempo nasceram Johann Sebastian Bach e Airton Senna. Os gênios de 21 de março não pararam de nascer: dois anos depois nasceu Ronaldinho Gaúcho. Nasci careca, pelado e banguela. Aquela situação embaraçosa me fez chorar mesmo nas primeiras horas de vida, especialmente depois de levar um tapa na bunda de um cara que tinha a mão maior que a minha cabeça.
Até os oito anos de idade ninguém percebeu o gênio que eu viria a ser, mas aos oito anos e sete meses... houve um alarme falso, embora minha querida mãe ainda tenha esperanças.
Meu futuro brilhante começou a ser moldado pelo vento da vida, qual folha de arvore outonal, quando levei oito pés na bunda da mesma menina na mesma semana.
Depois disso comprei um Chevete GP II 1977 de duas cores e paguei em 24 prestações de R$ 89,00 e + um vídeo game Super Nintendo que dei na entrada. Bati este carro algumas vezes. No primeiro mês, diga-se de passagem. Então, resolvi aprender a dirigir.
Meu primeiro emprego foi aos 16 anos de idade como balconista de uma loja de cadarço. Fiquei lá por sete anos, onde fui campeão de vendas em no máximo três semanas. Depois fui garçom de um restaurante tailandês que faliu, dancei dança do ventre na praça da Bandeira, operador de vaca mecânica (leite de soja) na LBV, operador de xerox e atualmente sou operador de pista de boliche (eu ergo os pinos que derrubam). Prometi a mim mesmo que até o final deste ano eu arrumo um trabalho um pouquinho melhor.
Como qualquer pessoa normal eu solto pum algumas vezes por dia, mas sou biodegradável ou seja, não agrido a camada de Ozônio. Não entendo muito de quase nada e por isso falo de quase tudo. Sou a favor da pirataria (pelo menos enquanto um CD custar mais de R$ 20,00), legalização do jogo e da normatização ISO9000 do churrasquinho de gato na saída dos estádios de futebol. Sou contra o uso de animais para experimentos científicos e a favor de picanha bem passada (sou 100% contra comer sushi). Contra o conceito idiota de "comunidade global" (que diabos viria a ser uma "comunidade global"?!). Sou a favor da pena de morte, mas principalmente a favor da prisão perpetua para quem tem toque de celular irritante. Totalmente contra uva-passa, beterraba na salada de maionese e arroz-doce. Admito que assisto novela (minha preferida foi ‘Anjo Mau’). E embora o condene totalmente, admiro o poder de persuasão de Hitler.
Minha citação preferida é uma de minha autoria mesmo, que diz assim: "Acredito na morte, singular amante definitivamente leal. Acredito na burrice humana, única entidade eficaz com que se pode contar sempre. E acima de tudo acredito no humor, única maneira de enfrentar a primeira e aturar a segunda."

Ah!!! e tiraria foto pelado se me pagassem bem.
Martins Filho
Enviado por Martins Filho em 30/05/2005
Código do texto: T20720
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Sobre o autor
Martins Filho
Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 38 anos
52 textos (5958 leituras)
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Martins Filho