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PCC (POSSUÍMOS CELULARES NA CADEIA)

PCC (POSSUÍMOS CELULARES NA CADEIA)
(Autor: Antonio Brás Constante)

Se Graham Bell soubesse que uma de suas invenções se transformaria em uma arma contra a sociedade, talvez não tivesse inventado o tal de telefone, que derivou para o celular e que passou a ser uma ferramenta de trabalho para os marginais, dentro e fora das cadeias.

Inicialmente os telefones eram utilizados para se chamar às tele-pizzas e outras tele-entregas em geral. Agora foi implantado em SP o tele-caos. Disque “um” para seqüestrar, “dois” para incendiar ônibus, “três” para matar policiais, etc. Serviço sem custo (para os marginais), pois os telefones são clonados.

Os bandidos estão tão avançados tecnologicamente, que poderão, por exemplo, inventar (se é que já não existe), um vírus que assaltará o usuário no próprio micro ou celular. Ele entrará na máquina e já irá ameaçando: se você não passar a senha do cartão, deletará todas as fotos da Juliana Paes e trocará o telefone de sua amante pelo da sua sogra.

É uma guerra injusta, onde os bandidos possuem modernos aparelhos celulares para se comunicar, enquanto a polícia só “escutas”.

Antigamente se dizia que nossas vidas estavam sempre por um fio, mas agora com o celular, que trabalha “sem fio”, a situação piorou. Do presídio se encomendam assassinatos, como quem pede uma pizza de presunto, recheada com azeitonas de chumbo.

Com um celular na mão, basta o marginal apontar para alguém e apertar o “send”, disparando toda uma gama de ameaças on-line. A coisa está tão séria, que até os tais torpedos dos celulares acabaram ficando tão perigosos quanto os torpedos de verdade.

As prisões passaram a possuir as funções de: escola do crime, programa de realocação de bandidos para novos serviços (roubos, assassinatos, tráfico, etc) e sindicato. Nessa escola não tem como ser reprovado, o máximo que pode acontecer é ser morto, já que o exame de admissão consiste em matar algum agente da lei, sendo o marginal admitido caso sobreviva e o ataque seja bem sucedido.

Os bandidos possuem até a sua própria linguagem de comunicação. Códigos em forma de gírias que poderiam ser inclusive algumas figuras da copa de 2006. Por exemplo: “Seleção Brasileira” significaria “morto”. “Golear” seria “matar”. “Leitura labial” seria o mesmo que “tapar a boca (silenciar)”. “Roberto Carlos” significaria “área desprotegida” ou “caminho livre”. “Cabeçada” significaria “ataque”. “Zidane” seria “chefe” e “Henry” significaria “matador”. “Dida” seria o mesmo que “polícia” e “Bola” significaria “ordem”.  “Taça” seria “esperança”, “felicidade”, “vitória”, “fé” ou “VIDA”.

Enfim, com gírias assim os bandidos poderiam dizer em seus celulares algo como: “Zidane passou a bola para Henry que estava com Roberto Carlos, para que ele pudesse dar uma cabeçada, goleando Dida”. Deixando os peritos da polícia sem saber se os marginais estariam ordenando um ataque, ou apenas discutindo o ultimo jogo da seleção brasileira na copa. Porém, nos dois casos, quem sempre acaba perdendo a TAÇA é o povo brasileiro.

(SITES: www.abrasc.pop.com.br e www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)

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Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 07/08/2006
Código do texto: T210877
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Sobre o autor
Antonio Brás Constante
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 100 anos
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Antonio Brás Constante