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Saiu do serviço, entrou no boteco

Tomou pinga, comeu um treco

Falou de coisas da vida

Da patroa, da esperança perdida

Discutiu com o garçom, pediu outra bebida

Num trago só, o copo esvasiou

Tomou mais duas, se animou

Falou de quando jogava futebol

De como era bom , zagueiro de escol

Do trabalho, dia inteiro, sol a sol

Arriscou um palpite na loteria

Se ganhasse, já imaginava que faria

Passa a monologar, fazer planos

Lembranças da juventude, os desenganos

Se referiu à linda morena

Chave de cadeia, mas valia a pena

Pede e outro copo emborcou

A língua pastosa, travou

Pagar não dava, pediu pra pendurar

Saiu cuspindo baba, o botequeiro a reclamar

Em zig zag, desce a rua

Dos  tropeços, por testemunha, a lua

Tromba no maldito portão

Chuta o pulguento  cão

Com a luz apagada

Esgueira pela porta encostada

Pisa no rabo do papagaio

Solta um palavrão, que " car...    "

A gorda ronca desmaiada

Pra viver assim só na pingaiada !


GDaun
Enviado por GDaun em 13/08/2006
Código do texto: T215247

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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