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UMA NOITE MAL DORMIDA

Dias atrás comentei sobre Paulinho, aquele meu parente enfezado, homem cheio de manias e um tanto desaforado. Deus lhe deu como oficio a profissão de caixeiro viajante, ou seja, mascate. No desempenho da labuta andarina, fez das pousadas e pensões do interior sua casa itinerante. Final do mês, o mascate concluía a rota em uma cidadezinha, hospedou-se numa pousada acanhada, digamos, numa hospedaria. Após o jantar, recolheu-se aos aposentos, foi ai que iniciou seu martírio, mal deitou recebeu uma vista inoportuna. Uma muriçoca em volta do ouvido lhe roubou o sono e também a paciência. Contou os segundos, os minutos e às horas de uma noite, o cara viu o dia anoitecer e amanhecer sem bater a pestana. Ao raiar do sol a muriçoca voou em sua frente, ele na imediatidez do êpa a segura entre os dedos e, tomado pelo ódio colocou o inseto próximo aos olhos, proferindo em alto e bom som. - - Você não me deu sossego esta noite com sua cantoria, muriçoca condenada, agora, sou eu quem não vai lhe deixar dormir durante o dia. Inicia um assobio das seis horas da manhã a meia noite perturbando o sono da muriçoca.
Chiquimribeiro
Enviado por Chiquimribeiro em 07/09/2006
Reeditado em 14/03/2015
Código do texto: T235146
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Chiquimribeiro
Fortaleza - Ceará - Brasil
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