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OS INCALCULÁVEIS PERIGOS DO TRÂNSITO
(AUTOR: Antonio Brás Constante)

Os perigos do trânsito são incalculáveis. Tantas mortes, insegurança, placas e sinaleiras. A cada esquina você pode ser fechado, assaltado, acidentado ou pior, ser multado, quem sabe até guinchado.

Para os que vão a pé, existe o medo de ser atropelado. Se vai de lotação, além de ir apertado e mal acomodado, pode ser roubado, ter que pegar baldeação porque a condução pifou ou mesmo chegar atrasado por perder o horário de seu ônibus.

Felizardos são os que vão de carro, mas será que são felizardos mesmo? Imagine-se saindo de casa levando um patrimônio (seu veículo) de algumas vezes o valor de seu salário, sabendo que o mesmo poderá ser depredado, furtado, entre muitas outras situações que deixariam qualquer um extremamente preocupado.

Agora junte a isto, engarrafamentos, pardais, caetanos, radares móveis e imóveis, onde o motorista pode ser abordado por policiais de todos os tipos, ou por fiscais de trânsito, que decidem por parar seu carro exatamente nas épocas que seu seguro venceu, ou que sua carteira venceu, ou se toda documentação estiver em dia, descobre-se que seu extintor de incêndio venceu. No final é você que sempre é vencido pelos fatos.

Mas se hoje é ruim imagine o futuro, quando os carros puderem voar, não mais sobre o asfalto como hoje, mas sim livres pelo céu. Os motoristas terão preocupações bem maiores que às dos dias atuais, Pois além dos retrovisores, deverão verificar seus radares e demais instrumentos de vôo.

Esqueça os cachorros e gatos que atravessam na sua frente e preocupe-se com as revoadas de patos e pombos. Os carros passarão não somente pela sua esquerda e direita, mas por baixo e por cima de você. Os acidentes envolverão todas as pessoas no céu e na terra. Os guardas não pedirão mais a sua habilitação e sim o seu brevê de vôo e, se já é difícil encontrar um endereço olhando as descrições dadas, tais como: cor da casa, número e tipo de cerca ou grade na frente. Imagine como será quando tiver que procurar se baseando pela descrição do telhado.

Quando receber uma advertência sobre o som, não saberá se foi do volume alto do rádio ou da velocidade do som que você ultrapassou.

Aliás, o motorista terá de controlar a velocidade, altitude, longitude, latitude, pressão atmosférica, etc., ou seja, esqueça os cursinhos atuais de alguns meses das auto-escolas, e prepare-se para cinco ou seis anos aprendendo a pilotar sua máquina de vôo.

As sinaleiras serão suspensas no ar, juntamente com as placas de sinalização e controladores de velocidade, podendo mudar ao sabor dos ventos. Os carros patrulhas não ficarão mais nas curvas das estradas ou ocultos atrás de moitas, mas provavelmente encobertos em nuvens brancas, onde suas cores passarão a ser as cores do céu, ficando camuflados aos olhares desatentos dos motoristas.

Claro que haverá o lado bom da história, você não encontrará mais gente vendendo bugigangas ou pedindo esmolas nos semáforos das aerovias, ou terá de esperar até que todas as doze turmas de escoteiros atravessem a faixa de segurança para continuar sua jornada. Do mesmo modo não terá de se preocupar com a péssima condição das estradas (só não poderá nunca esquecer de verificar o combustível de seu carro).

Enfim, às distâncias serão extremamente rápidas para se percorrer, ou seja, não adiantará mais tentar morar longe de sua sogra. Mas não se preocupe, por sorte esta visão futurista ainda deve estar longe de acontecer. Sorte nossa, azar dos nossos netos.

(SITES: www.abrasc.pop.com.br e www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)

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Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 14/09/2006
Código do texto: T239886
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Sobre o autor
Antonio Brás Constante
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 100 anos
399 textos (85250 leituras)
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Antonio Brás Constante