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Quando uma mentira arranca uma verdade!

Saulo um médico muito sério, recebe um telefonema inesperado do seu filho. Papai quando você voltar do trabalho, traz uma pizza para comermos logo mais? Saulo além de sério era também uma pessoa que não podia ver uma promoção, chegando ao supermercado, olhando as prateleiras das pizzas, percebeu um aglomerado e perguntou a uma senhora, para quê a fila? 

 É a fila para a promoção da pizza, o supermercado está oferecendo o produto pela metade do preço. Pronto era tudo que Saulo queria, ficou por ali uns dez minutos até que chegou sua vez. Bem, em promoção vou levar logo quatro pizzas pensou Saulo, escolheu os sabores, duas calabresas e duas quatro queijos, colocou as pizzas no carrinho, passou na padaria, pegou alguns pães, um bolo de chocolate e se dirigiu ao caixa.

Procurou um caixa onde havia somente uma pessoa a sua frente, olhando as prateleiras viu uns biscoitos e pediu ao senhor que já estava passando suas compras, que desse uma olhadinha no seu carrinho e foi buscar as guloseimas que estavam logo a diante. Não levou trinta segundos, quando voltou, sentiu dificuldade em achar sua fila, pois estava procurando pelo senhor que estava a sua frente, mas, reconheceu seu carrinho e uma senhora com uma cesta com uma pequena quantidade de compras na frente dele.

Saulo percebeu que a senhora havia passado sua frente, mas resolveu ficar quieto, a senhora passou suas compras, alguns pães e duas pizzas. Quando Saulo foi retirar suas pizzas do carrinho, notou que só havia duas das quatro pizzas, olhou para a senhora que ainda estava ensacando suas compras e indagou, por acaso a senhora pegou essas duas pizzas aqui nesse carinho?

A senhora prontamente respondeu-lhe, que isso? Fui eu não! Quando Saulo estava passando as suas compras à senhora continuou, eu vi uma moça passando ali e pegando as pizzas, ela deve ter imaginado que o carrinho estivesse abandonado, Saulo percebendo que a senhora estava mentindo, com a mesma seriedade que lhe era peculiar, retrucou. Coitada, se ela soubesse... Aquelas pizzas eram pra eu fazer um trabalho, as entidades haviam exigido quatro pizzas, bem, eu as comprei a pessoa que pegou as pizzas que se entenda lá com os espíritos. Nem havia ainda terminado de falar, quando ouviu a senhora ponderando:

Ai moço, por favor, eu tenho maior medo dessas coisas, me desculpe, olha, me perdoa, pode levar as pizzas foi eu que peguei, mas não fiz por mal moço, pensei que o carrinho havia sido abandonado.

A senhora estava tremendo, com os olhos arregalados, Saulo tranquilamente olhou para ela e comentou, calma minha senhora, as pizzas já foram pagas, agora elas lhe pertence, não precisa ficar assim e não se preocupe, porque ninguém vai ficar zangado. Ai meu Deus, moço, aceite as pizzas, olha, eu que não vou levar essas pizzas para casa, não senhor, vou deixar tudo aqui, o senhor leva e fica tudo bem e foi saindo apressadamente fazendo várias vezes o sinal da cruz!


paulo cesar coelho
Enviado por paulo cesar coelho em 29/10/2006
Reeditado em 29/10/2006
Código do texto: T276824

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Sobre o autor
paulo cesar coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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