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Sem pé nem cabeça

Estou cansada de entrar pelo cano, e cair num beco sem saìda,sem falar dessa chuva chata
Chove não molha
 Subo no muro, que parece-me seguro
Em vez de me segurar
Ele balança
         Mas não cai
Pra completar essa doida comédia
Vejo bicho
             Saci pererê
                          Lobisomem
Dificil de acreditar
Não sei o que fazer
Se eu ficar
O  bicho me come
Se eu correr
O bicho me pega
No muro estremeço
Sem mais saber
Se subo ou se desço
E a onda vai
A onda vem
Vagalume doido, que parece com meu bem
Agora chegam ìndios, de tudo que é lado
Indio preto, branco, pelado
Indio feio, bonito, grelhado
È um deus me acuda
Entro num beco, saio no cano, sempre sem saìda
Chovo na chuva que não molha
Desconcertadas
Não sabemos mais
Quem é chuva e menos ainda
Se molha ou não molha
O muro explode em gargalhadas, agora ele cai
Cai cai carcarà !
Balançando pra valer.
As estrelas atordoadas
Não querem crer
Sò basta ver
Verde
            Azul
                           Anil
Bicho que era onça
Virou pernil
Nem comeu
Nem pegou
 Entrou mesmo pelo cano
E no beco ficou.
Fiquei de olhos, cabelos
E outros pelos arregalados
Corre corre
Deus me acuda
Ìndio que era preto, branco, pelado
Ficou estranhamente
 Todo colorido
Se confundindo com o arco-ìris
Indefinivelmente transparente
Que por sinal
Se diverte muito nesse bafafa
Se essa palavra não existe
 Acabei de inventar
Aliàs
     Me perdoem,
 Ela caiu aqui,
Em vez de cair acolà
Sol
Là na aldeia
Pegou fogo no meu ser
Minha alma incendeia
Saio do beco
E como sempre
Entro pelo cano !
Rita De Aragão Santana
Enviado por Rita De Aragão Santana em 23/11/2006
Reeditado em 15/06/2010
Código do texto: T298966
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Sobre a autora
Rita De Aragão Santana
Wasquehal - Nord-Pas-de-Calais - França, 56 anos
123 textos (3506 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 16:19)
Rita De Aragão Santana