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A SAGA DE UM COITADO

Pessoal tenho a dizer que em terra de cego quem tem um olho é caolho, e não rei como já dizia Branchur. Mas, sem muita delonga, conto as quizilas vividas pra chegar até aqui. - Olhe seu moço não foi mole, mas, não foi mole mesmo, tirei leite de pedra, esgotei cacimba seca, apertei mão de cotó, chorei em velório de desconhecido, vendi o almoço pra comprar a janta. Sopa de vento temperada com carne de alma servia de desjejum, outras vezes, mesmo sem ter nada perdi tudo num dia de chuva. Aquilo não era vida era um desassossego, depois de tanto estropício e humilhação, venci na vida homem de Deus! Com as graças do meu Padim Pade Ciço sou formado pelo MOBRAL. Chico vereador, me empregou na câmara municipal na condição de alto funcionário da repartição, aonde desempenho a função de ajudante do substituto eventual do auxiliar do encarregado da expedição do malote. Agora aparece você pra atanazar meu sossego querendo tirar vantagem do pouco que consegui. Quer moleza meu?  Vai empurrar bêbado em ladeira, enfiar prego em pedaço de sabão. Desinfeta coisa rim! Vai pro raio que o parta! Afasta-se assombração!
Chiquimribeiro
Enviado por Chiquimribeiro em 25/11/2006
Reeditado em 06/04/2012
Código do texto: T301152
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Chiquimribeiro
Fortaleza - Ceará - Brasil
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