Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto


 
 
 
     O patrão precisava ir ao contador, mas não queria ir sozinho. Sendo assim, ele foi até a sessão de montagem de sua empresa, e chamou o funcionário mais jovem da empresa, aquele que tinha poucos dias que fora contratado para acompanhá-lo ao escritório de contabilidade, com o intuito de aproveitar a viagem, para que o mesmo assinasse o livro de admissão, matando assim, dois coelhos com uma só cajadada.  

     Visto que o escritório era um pouco longe, foram de carro. Estando eles ainda a caminho. Do nada, começou a cair o maior pé d’água. Devido àquela forte chuva, os vidros do veiculo que estavam fechados,  começaram a ficarem embaçados... O carro sem ar condicionado virou uma sauna... Começou ficar difícil para conduzir o automóvel, pois a visibilidade era precária com tanta água caindo sobre o para-brisa. O patrão parou no acostamento e disse para o funcionário:

     -Por favor, pegue essa flanela que está sobre o painel e passe no para-brisa, para ver se melhora a visibilidade, se não teremos que esperar a chuva passar, para então, seguirmos em frente.

     O funcionário assim o fez, pegou a flanela, abriu a porta do carro e começou a passá-la sobre o para-brisa.


     O seu patrão olhava para o rapaz com os olhos arregalados, não conseguia acreditar no que estava vendo.

     O rapaz insistiu, mas, quanto mais ele tentava enxugar o para-brisa, mais molhado o vidro ficava. Por fim ele desistiu e voltou para dentro do carro, todo molhado. O seu patrão estava debruço por sobre o volante se acabando de rir, lagrimas escorriam de seus olhos. O rapaz ainda tentou explicar:

     -A chuva está muito forte patrão! Quanto mais eu tentava enxugar, mais o para-brisa ficava molhado. Sinto muito, mas o jeito é esperarmos a chuva passar ou irmos assim mesmo.


     Foi só depois de o patrão ter lhe explicado, que não era para enxugar o para-brisa, mas sim para desembacá-lo passando a flanela por dentro, foi que o rapaz entendeu o motiva das risadas de seu patrão. Por fim, o rapaz começou a rir também de sua própria burrice.


Nota ao leitor: se você já leu este texto antes, não fique na duvida, pois, trata-se  de um texto de minha autoria que tinha em outra pagina antiga, com o “pseudônimo de Falcão Dourado” aqui mesmo no RL. Simplesmente o migrei para essa pagina atual.





 
Felipe F Falcão
Enviado por Felipe F Falcão em 25/10/2012
Reeditado em 07/11/2012
Código do texto: T3951088
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Livros à venda

Sobre o autor
Felipe F Falcão
São Paulo - São Paulo - Brasil
1332 textos (127815 leituras)
7 áudios (879 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/06/17 02:43)
Felipe F Falcão

Site do Escritor