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As duas mulheres que queremos – “a segunda, só que não!”

Há um bom tempo que venho pensando escrever sobre isso porque são estórias/histórias que os meus alunos de inglês tem contado em sala de aula nos últimos anos de ensino. Às vezes, tão engraçadas e que aguçam tanto a curiosidade da turma, que devido à riqueza de detalhes, eles têm que terminar as estórias em português. Estou relatando o que me falaram, sem mostrar a minha opinião.
A primeira mulher é aquela divorciada, dois filhos, agora livre para um grande amor, ainda não fez 40 e não tem mais 30, e por isso considerada cheia de experiência, cheio de truques na cama que podem deixar um homem apaixonado, curioso, intrigado e que pode até levar a um relacionamento duradouro e viver uma grande paixão.
Vamos aos fatos contados pelos meus próprios alunos, com um leve toque para enfeitar um pouco:
A SENSUAL:
Como diz o especialista: “sensualidade é atitude e não jeito de se vestir”. Ela foi convidada para uma noitada cheia de amor, sexo e ela citou (na aula) o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade que diz que é sensual quem conseguir estimular um dos cinco sentidos humanos: tato, visão, olfato, paladar ou audição. “Alguém que saiba provocar um ou mais sentidos em outras pessoas, de modo a produzir prazeres, muito provavelmente será tido como sensual”. A menina era ousada, e por isso foi logo usando o toque que nós homens tanto gostamos em uma mulher, a garota sinestésica, que toca em você no braço, que olha direto nos olhos, que sorri aprovando ou desaprovando algo que você falou para ela, alguém falante sem parecer vulgar ou sem querer dar alguma lição em você, alguém que dá uma bela gargalhada (naturalmente) por algo engraçado que você disse. Ela se veste sem mostrar muito porque sabe que alguém vai querer justamente explorar isso e ela não vai precisar antecipar nada até o momento certo. O que faz uma mulher ser sensual é a sua personalidade, seu charme natural, seu carisma. A sensualidade nada tem a ver com a beleza, haja vista lindas mulheres ainda sozinhas que vagam pelas ruas da cidade nas altas madrugadas que vão dormir com o Teddy Bear, chorando, desconsoladas, se sentindo a última das mulheres enquanto aquela sirigaita de óculos, com os cabelos colocados atrás das orelhas, tem pelo menos cinco pretendentes e valoriza todos eles até escolher o melhor. Vocabulário característico de sensualidade apareceu como: aparência, confiança, olhar, conversa, atenção, feliz, autoconfiança.

A QUE TENTA SER SENSUAL (até bonita, mas estraga tudo)
Chega meio atrasada (divorciada também, nem 40 e nem mais 30, cheia de experiência) e está lá pelo mesmo motivo que foi convidada a SENSUAL. Logo se desculpa porque um dos filhos fez coco nas fraldas no último momento, porque a irmã que iria cuidar dos dois filhos dela também se atrasou, o telefone tocou quando estava quase saindo de casa (era o chefe pedindo um relatório que ela prometeu quando voltasse para casa naquela noite). Chega para o cara com um papo maravilhoso sobre os dois filhos que são a razão dela viver, (tentando se fazer de “a mulher-família”) e completa:  “sem eles jamais seria tão feliz como sou, mesmo eles se cagando todo no último momento de uma grande noitada (que não aconteceu), mas que eram os anjos da vida dela”. Ele, sorrateiramente, escondeu o presentinho que tinha comprado, provavelmente caro, mas que não valeria a pena dado o amor dela pela família. Depois de falar super-rápida sobre os anjinhos, detalhes lindos sobre a escola deles, como eram inteligentes, ela olhou para ele e fez um “ufaaaaa que vida hein!” – que, por sua vez, perguntou que fraldas ela usava: Pampers ou Turma da Mônica? Ela, tentando consertar a merda, disse: Ah deixa pra lá, que tem a ver isso agora, não é gente? Gente? Sim, para não ficar muito insegura, ela convidou uma amiga que a fuzilava com um olhar para mudar o papo. Resultado: Ele não ficou com nenhuma e elas reabriram a conta para pedir “algumas saideiras” e falar mal dos homens “que não são mais famílias como eram antigamente”!
É tudo verdade!
Paulo Eduardo Cardoso Pereira
Enviado por Paulo Eduardo Cardoso Pereira em 18/02/2015
Reeditado em 10/09/2015
Código do texto: T5142014
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Paulo Eduardo Cardoso Pereira
Jacareí - São Paulo - Brasil
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Paulo Eduardo Cardoso Pereira