PREJUÍZO ZOMBETEIRO

Parecia um ogro de tão chato, de tudo reclamava o gajo, se na quitanda entrassem sem camisa, era um furdúncio danado, expulsava o pobre logo de cara. Um dia, bem de manhãzinha, Joaquim, abre a quitanda e dá de cara com Eugênia, só de biquíni, fio dental, os comerciantes ao lado, ficaram observando, se ele também a expulsaria como a tantos outros já fizera.

Joaquim, quase caolho com tanta formosura e abastança, linda morena a tal da Eugênia, cadeiruda que só, um sorriso de dar nó em pingo d`água, pobre Joaquim, se rendeu, em salamaleques rubros, foi atender a moça, babando pelo avental.

- O que queres disse ele, oh! Doce formosura
- Ela responde, um biscoito de sal e dois refrigerantes

Joaquim, todo embasbacado, lhe entrega o pedido e diz

- Com tanta beleza nem precisa pagar
- Ela responde, muito grata, é pra mim e pro meu namorado José Manuel, que na moto aqui em frente está a me esperar.

A vizinhança do comércio do Joaquim, quase explodiu de tanto rir, zombaram dele até o final do dia. Pobre enganado Joaquim, nunca mais expulsou, os quase pelados que iam em sua quitanda.

 
Cristina Gaspar
Rio de Janeiro, 22 de maio de 2015.
(UM MIMO SÓ PRA DISTRAIR)
Cristina Gaspar
Enviado por Cristina Gaspar em 22/05/2015
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