Infelizmente Ágatha e Bárbara Seixas não venceram a partida decisiva do Grand Slam de Vôlei de Praia que foi disputado no Japão.
 
Antes, num duelo fascinante, as brasileiras derrotaram, na semifinal, as canadenses Bansley e Pavan. Além das intensas emoções que a Band permitiu acompanhar, conferimos o campeão olímpico Marcelo Negrão trocando demais as casas e os bichos.
 Após uma linda largadinha do Brasil, Marcelo disse:
_ Ela colocou onde mora a coruja.
Imediatamente Oliveira Andrade propôs a correção:
_ Marcelo, coruja numa quadra de areia pode?
Marcelão corrigiu:
_ Ela colocou onde mora o caranguejo.
 
A atleta brasileira colocou no cantinho da quadra, afastando qualquer chance de defesa. Dizer que lá o caranguejo mora faz bastante sentido.
 
No mundo dos animais, a coruja sempre é detestada, pois sua feiúra, o azar que ela traz e outras lendas da bicharada geram o preconceito.
Dessa forma, caranguejo ou não, ninguém quer papo com corujas.
Acostumada a procurar árvores e escolher os lugares mais escuros, fica estranho supor que uma coruja visitaria quadras de areia.
 
O vacilo interpretativo do craque deixou o caranguejo meio confuso.
Muito atrapalhado, caminhando para o lado (nunca para trás conforme dizem), o caranguejo não aprova certas inovações. A grande timidez leva o famoso crustáceo a preferir uma areia modesta, sem agitação.
 
As horrorosas corujas, astutas e misteriosas, indiferentes seguem firmes, assustando aqui, assombrando ali, bem pouco interessadas nos erros dos comentaristas esportivos.
 
* Melhor é a literatura que mora sempre onde a inspiração quiser.
 
De repente ela renova casas, animais, personagens, enfim, vale a pena abrir a mente, deixar o coração receptivo, jamais perdendo a capacidade de acreditar e viajar.
 
Um abraço!
Ilmar
Enviado por Ilmar em 27/07/2015
Reeditado em 27/07/2015
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