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Era uma vez uma vaca... (Feito pelas coxas)

Era uma vez uma vaca, ela era roxa com manchas amareladas, se chamava Filó. Uma vez a saltitante Filó foi, como de costume ao campo para se alimentar de seu habitual capim fresco, porém com sua sabedoria bovina ela percebeu uma diferença no seu campo: havia bosta por toda parte. Naquela ocasião, Filó sem opção de outro tipo de alimento, pôs-se a alimentar-se do capim embriagado em fezes. Quando voltou ao curral, para enfim repousar em sua cocheira, como fazia todas as noites, notou que o palheiro estava melado de merda, indignada, Filó, em seu raciocínio bovino, indagou-se a si mesma: “Será que eu mereço essa vida de merda?” Logo após esta reflexão eis que uma idéia surge em sua mente bovina como uma lâmpada: “Vou pra Hollywood!!”  Decidida a mudar de vida, Filó começa a fazer as malas, juntando seus pertences bovinos, Filó ...

...que tinha uma grande facilidade em harmonizar os seus afinados berros aos mais diferentes ambientes, decidiu adentrar-se na carreira artística como cantora, juntou todos os seus pertences que se resumiam numa escova de têta, uma flanela lustradora de chifres e um espantador de mosquitos que rodeiam o ânus de uma vaca e pôs-se a caminho do seu sonho bovino.
No começo do caminho, saltitante a nossa querida Filó, encontrou Marta, uma simpática e sofrida piranha que não tinha dentes. Comovida com a história de Filó, Marta com sua boca de piranha banguela, pôs-se a tentar fazer-se entendida por Filó, contando em meio a muchiba de suas bochechas caídas, dizer que em meia hora estaria desembarcando um navio rumo a Hollywood,  Filó empolgada, começou a correr para o navio, suas grandes nádegas tremiam, pulavam, excitadas na pressa para não perder a embarcação. Entrou no navio, inacreditavelmente sem ser percebida. Estava prestes a realizar seu grande sonho. Olhando pela pequena janela do navio,  chorava pela incerteza que era a vida a partir daquele momento, porém tinha como encorajamento a lembrança da merda em que vivia, “essa vida ficou para trás!” murmurava em baixos berros.
Chegando no porto de Hollywood, Filó que nunca havia estado em um lugar tão bonito, começou a chorar, chorar, chorar, chorar... de emoção, de medo... de vontade de cagar!! É.. nossa amiga queria cagar! Porém não sabia como fazer isso, pois, a cidade era muito limpa, sem pastos, sem banheiros próprios a animais... Filó apertada, não cabendo mais em si a merda, prensou sua nádega em uma coluna, em frente a um teatro, na tentativa de conter a saída merdal, porém todo esforço foi em vão... ela só pensava uma coisa: “Que capim foi esse que eu comi!!”, quando numa fração de segundos, ouve-se uma estrondo... é... um barulho insuportável! O que era? Era a merda que filó tinha aprontado! De repente Filó se torna o foco das atenções bem a frente de um dos principais teatros de Hollywood, no centro da cidade, sob uma montanha de cocô de vaca... a própria vaca! Nem a mesma suportava o odor, a catinga, o ranço podre que exalava daquela montanha de estrume!
Foi quando tudo parecia estar perdido, já imaginando que seria expulsa daquele lugar que “era” lindo... aparece em sua frente... o fim.
Isso. A história acabou!

[comente!]
Por hora é só...
TMatos
Enviado por TMatos em 24/09/2007
Reeditado em 24/09/2007
Código do texto: T665827
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Sobre o autor
TMatos
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 32 anos
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