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Pescaria e caçada com o Magrão.

Em uma manhã de sábado de outubro de 2007, eu e meu grande amigo Euzébio Magrâo estamos de férias acampados na fazenda Milagres localizada ao norte do interior sul mato-grossense.
O Magrâo saiu para fazer sua famosa caçada, ele deixou varias armadilhas nas sete paineiras para pegar jacus.
Eu estava pescando perto daquelas paineiras, mas sinceramente este dia estava muito frio e não estava puxando nada. Resolvemos voltar ao acampamento, o Magrâo antes jogou duas de suas linhadas no rio também, deixamos as armadilhas, chegando lá o Magrâo tomou uns goles a mais e dormiu na rede.
Por volta das 03 horas da tarde, chamei-o e nada dele acordar então sai sozinho para ver as armadilhas e não tinha pegado nada nas armadilhas dele, mas uma das varas que deixei de espera estava envergada, e fui la e puxei o que parecia ser um peixe para o barranco, olha é inacreditável, eu não sei como, mas pesquei um enorme tatu do tamanho que eu nunca tinha visto antes dentro daquela represa.
Fiquei até meio abobado com a situação, pois se o Magrâo me dissesse que tinha pescado um tatu eu jamais acreditaria por que ele tem fama de grande mentiroso.
Então tive uma grande idéia de aprontar para o Magrâo, peguei o tatu subi na ultima paineira e tranquei o tatu na armadilha dele.
Eu cheguei a pensar que o Magrâo tinha aprontado para mim , mas eu estava junto com ele o dia todo e só estamos nós lá , nem tinha como o Magrâo ter aprontado, afinal ele estava desmaiado de bêbado.
Não via a hora de o Magrâo acordar para ver a reação dele, fiz o mesmo deitei na rede e dormi, somente as 23:30 o Magrâo me chamou para ir lá com ele ver as armadilhas, então eu falei para ele deixar para amanhã que já era quase meia noite.Ele disse que não podia esperar até o amanhecer senão os jacus morreriam de tanto se baterem nas armadilhas e não prestariam mais para comer.
Eu falei para ele que talvez nem tinha pegado nada , ele me disse que nunca volta sapateiro pelo menos um jacu ele garante.
Não teve jeito saímos para ver as armadilhas e em todas as paineiras nada de jacu, até que chegou naquela em que eu coloquei o tatu na armadilha.
O Magrâo olhou a armadilha fechada e me disse: “eu não te falei eu nunca volto sapateiro em minhas caçadas”, subiu na arvore sem saber de nada e desceu com o tatu do mesmo jeito , como que se nada tivesse acontecido , eu falei assim para o Magrâo:
_ Amigão você pega um tatu no alto de uma arvore e nem fica surpreso?
O Magrâo ironicamente respondeu-me :
_Luizão eu só fiquei surpreso quando peguei o primeiro que dava uns dois desse, esse já é o sétimo tatu que tiro nesta mesma paineira, eu falei para o pessoal da minha cidade ninguém acreditou, mas agora foi bom você esta junto comigo para confirmar essa minha façanha.
_Tudo bem Magrâo, mas você falou que pelo menos um jacu estava garantido, isso é tatu, cadê o jacu?
Ele me respondeu só assim:
_Calma Luizão!
Fui verificar as varas e não tinha pegado nada, mas uma das linhadas dele estava esticada, mais uma vez é inacreditável, mas quando ele puxou a linhada percebi que a linha estava esticada para fora da represa, ele foi puxando e acompanhado a linha até chegar ao final e adivinha o que a linhada dele tinha pegado?
É isso mesmo um enorme jacu que engoliu a isca e voou com o anzol preso no bico no alto do pé de ipê, o duro foi agüentar o Magrâo me falar:
_Não te disse Luizão, nunca volto sapateiro se eu não pego jacu nas armadilhas, pego nas minhas linhadas.
Vou falar o que para ele  né?
LUIZÃO
Enviado por LUIZÃO em 10/10/2007
Código do texto: T688245
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Sobre o autor
LUIZÃO
Pirassununga - São Paulo - Brasil, 51 anos
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