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O Gibi


O

A nossa vida é sempre marcada por fases que orientam o nosso comportamento e atitudes.
Uma das fases mais importantes que eu vivi por volta dos dez anos foi a de leitura de gibi.
Eu era aficionado pela coisa. Fazia coleção deles.
A leitura de gibi não é algo que traga nenhum valor agregado na formação de uma criança, mas foi um instrumento que eu utilizei para viver intensamente os sonhos e alegrias da minha meninice. Eu tinha uma mala grande de couro marrom que usava para guardar aquelas preciosidades.
Eu praticamente não comprava revistas, mas sim trocava, procurando com isto sempre aumentar a quantidade de revistas.
Por exemplo, um almanaque ou edição especial poderia ser trocado por quatro ou até seis revistas normais.
Para manter viva esta coleção, eu saia todos os dias pelas ruas de Jaú, em um percurso que contemplava a casa de meus amigos igualmente colecionadores como eu.
Esta caminhada levava horas. Tenho certeza que pessoas que me viam diariamente debaixo de sol ou chuva nesta lida perguntavam: o que será que aquele baixinho e gordinho fazia pra lá e cá, rapidinho e carregando aquela mala enorme.
Lembro-me muito bem dos meus preferidos: na categoria de super-heróis o Super-homem e Super-Boy; nos westerns|: o Kid Colt e Arizona Kid: um pistoleiro alto e aloirado que usava um colete de couro bovino malhado em preto e branco, que eram o terror dos bandidos da época.
Ainda de super-heróis: O Fantasma e Mandrake.
Mas havia também os que eu detestava como: Luluzinha, Cebolinha e outros, tidos como gibis de meninas.
Na categoria Disney: os almanaques do Tio Patinhas, Pato Donald e Mickey.
Além de percorrer as casas dos meus amigos, também trocava os gibis nas sessões de matine do Cine Jaú ou no cinema do padre, este último merecerá uma historinha em separado que vou desenvolver mais à frente.
Alguns dos amigos desta época eu tenho contato até hoje como é o caso dos irmãos Cunha que há poucos dias encontrei na Internet.
Falar desta época tem sido muito agradável.

Luiz A. G. Peixoto  – Em: “Minhas Memórias”
luiz peixoto
Enviado por luiz peixoto em 11/11/2005
Código do texto: T70048
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Sobre o autor
luiz peixoto
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 63 anos
26 textos (2004 leituras)
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