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Ó Pai, ó

Eta! Ladeira sem eira nem beira,
Solavanca minhas ancas,
Trepida as tripas,
Para não cair na ribeira

Desce com esperança
Mas sobe mais frouxa
Por causa das trouxas nas coxas...

A minha fé foi embora de ré
Por isso, subo arriba e desço de riba - a pé

Eta!
Quando as moças não estão na janela – como freiras
Estão descendo, daquele jeito sem jeito...
Com caretas, a Ladeira.

Ó Pai, ó...
Tenha dó

*********************************************
Homenagem:
Ao filme que me fez lembrar as Ladeiras da Bahia,
Quando estive lá e ainda era menina
E não entendia...
Porque tanta baiana bonita descia,
Aquela ladeira fazendo caras e bocas de gente doída
E não era por causa da ladeira maldita,
Era porque a fé,
Largou aquela gente a pé...



gilvania
Enviado por gilvania em 25/11/2007
Código do texto: T752211

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Sobre a autora
gilvania
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 40 anos
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