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Texto

“DIA das MÃES”... (Mensagem e Reflexão)


“DIA das MÃES”...

Pra mim, “ Dia das Mães”,
É todo dia depois que dá a luz.
Deixa-se de ser mãe depois de parir?

Sou avessa às “homenagens” institucionalizadas.
Meu sentir é que me determina quando...
A quem... e como homenagearei!

Sou contrária a comercialização dos sentimentos.

Não bebo da fonte da “obrigação” social. Sigo meu coração!


Explicação

Em maio de 2007, escrevi um texto, que hoje reescrevo. E observo que com relação as questões abordadas anteriormente, as mudanças, foram muito sutis. Que me faz pensar que seja reduzido o interesse por parte da mulher em se fazer parceira e não submissa. Talvez haja uma necessidade de se ter o ego massageado.
Não sei... Estes momentos também me fazem refletir, por que penso tão diferente? Então, sem outra resposta, debito na conta da diversidade do qual toda a criação se constitui.


Reflexão

VOCÊ,
mulher, mulher-mãe, mulher-pai,
homem, homem-mãe,
Tente responder...



“ SER Mãe é... padecer no paraíso”?

A história mudou. O tempo é outro.A vida nos apresenta “Novos Desafios”... E nós,mulheres? travestidas de super-Mães, continuamos a cuidar de nossas crias, como nos tempos das cavernas. A igreja “homologou” nossa alma... A pílula descortinou “novos horizontes”. A máquina de lavar devolveu mais tempo para algumas de nós que vive nos grandes centros urbanos. E aí? Nos desdobramos... Não em duas, mas em quase mil... Parecemos abelhas e, até polvos... E nos cobramos... E nos frustramos... Porque incorporamos o “SER mãe é padecer no paraíso”. Mas, que paraíso é este? Desde quando sofrimentos, renúncias de sonhos, censuras...É sinônimo de felicidade? SER mãe, não é padecer no paraíso não! Ser mãe, não é sinônimo de posse! Ser mãe é... além de gerar e ser cuidadora é educar com amor, responsabilidade e autonomia. É educar para ser e fazer feliz.. Convivemos com a diversidade e as exceções. Há mães permissivas, que não ensinam limites, não valorizam as relações e interrelações afetivas. Há mães que não deixam o filho crescer... que até abdicam de sim mesmas... E sofrem quando não são reconhecidas. Há mães que se deixam agredir, se vitimizam e se culpam diante da tirania dos filhos. Há mães, que se perdem, e abandonam e até matam. São condenadas antes mesmo de irem à julgamento, por que não se concebe, dar a luz, alimentar com o próprio sangue e abandonar e matar. Que se passa com essas mulheres? Por que perderam a “humanidade”? Que faz com que se esqueçam que antes de serem mães, são mulheres, e que mulheres necessitam serem amadas como mulheres que são? Há as mulheres que trocam o desejo/tesão, o prazer pelas fraldas, papinhas, canções de ninar. Que se culpam por desejarem... E colocam a mulher-desejante, num baú... Algumas até as enterram. Batem no peito dizendo: Sou mãe! (com orgulho? Que orgulho? Por que orgulho?). Que espécie na criação... Animal ou vegetal, sofre tamanha mutação? Mulheres, mutiladas em suas ânsias... Castradas pela cultura... Frágeis transatlânticos, embalados, na sanha dos mares revoltos das relações e da vida. Muitas imitam o Titanic... Por quê? “SER Mãe é padecer no paraíso”?

Divaguei...
Juli Lima
Enviado por Juli Lima em 09/05/2009
Reeditado em 09/05/2009
Código do texto: T1584126

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Sobre a autora
Juli Lima
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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