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O ANIVERSÁRIO DA SARDINHA

         Estava chegando o dia do aniversário da Sardinha. No fundo do mar os peixes, pequenos e grandes, estavam preocupados com a festa que pretendiam dar para a amiga querida.
          O Robalo consultou o mestre Peixe espada que, por sua vez, consultou a Corvina e finalmente chegaram a um acordo. A festa aconteceria na casa de Dona Baleia porque havia um enorme salão de águas claras.
          E começou a correria para preparar os comes e bebes, escolher vestimentas de lustrosas escamas, maquilagem marinha e tudo mais que uma festa requer. Na hora estipulada, foram chegando os convidados. A aniversariante, feliz, sorria para todos e agradecia os presentes que recebia. A festa transcorria na maior harmonia até que alguém viu, escondido atrás de um monte de algas, o Tubarão que não fora convidado para a festa.
        A notícia correu e a peixarada ficou em polvorosa. Foi um corre daqui, esconde ali, e o Tubarão continuava lá sem entender porque todos estavam com medo dele. Ele só queria participar da festa. Trouxe até um presente para dona Sardinha.
         Percebendo a confusão que a presença do tubarão gerava a Sardinha, cheia de coragem, aproximou-se do Tubarão e disse:
- Senhor Tubarão, o senhor não foi convidado para esta festa por causa da sua fama de mau...
- Dona Sardinha, eu só quero participar da comemoração do seu aniversário... Eu trouxe até um presente para a senhora. Quer ver?
E esticando a sua barbatana, o tubarão ofereceu uma linda pérola azul para a Sardinha dizendo todo feliz:
- Eu encontrei esta pérola no mar mais azul que eu já vi... É sua! Pegue, pegue...!
O coração da sardinha bateu forte. Quem diria! O tubarão querendo se harmonizar com todos aqueles peixes que lhe serviam de alimento. O coração da sardinha bateu forte. Quem diria! O tubarão querendo se harmonizar com todos aqueles peixes que lhe serviam de alimento.
A sardinha aceitou o presente e, emocionada, convidou:
- Senhor Tubarão, aceita dançar uma valsa? Aceita?
Antes que o Tubarão respondesse, a orquestra de camarões começou a afinar os instrumentos.
          - Aceita? – perguntou novamente a Sardinha.
          Diante da simpatia e sinceridade da Sardinha, o Tubarão, vermelho de vergonha, exclamou:
          - Aceito, dona Sardinha!
           A essa altura os peixes que estavam volteando no salão de águas claras, já preparados para dançar com seus pares, pararam. A cena era uma beleza: o Tubarão valsando com a dona Sardinha. E quando ele começou a cantar a canção SOMOS TODOS AMIGOS, composta pela poetisa dona Raia, os peixes fizeram um afinadíssimo coral acompanhando a voz de barítono do Tubarão. A melodia percorreu todos os mares da Terra e, chegando à tona d’água, despertou a curiosidade dos pássaros marinhos que perguntavam uns aos outros:
         - Será que tem festa no fundo do mar...!?

MORAL: Uma boa conversa e um bom entendimento evitam uma boa briga.

19/04/04.

(histórias que contava para o meu neto)

Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 11/04/2005
Reeditado em 21/04/2011
Código do texto: T10755

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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