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Leo, o leão com dor de dente

Leo, o leão com dor de dente

Quero contar uma história
Diferente e bem exótica
Contam que longe da terra
De nossa gente
Vivem animais bem diferentes ...

Na África tem muita espécie
Inocente,
Zebras com pelo tão macio
Que os dedos escorrem sem soltar
Um fio
Debaixa do sol se arrasta a perigosa
Serpente...

Nas selvas lá longe, bem distantes
Além mares,
Onde nem mesmo, um homem gigante
Ousa enfrentar o poderoso e dominante
Em sua cova o leão, grande...

Belo rei majestoso o leão forte, valente
Na terra de outras gentes
Vivia o rei leão
Que tinha um grande coração
Mas o tempo passou e um dia o pobre leão

Foi aprisionado
Quando sozinho tentava caçar um veado.
Os caçadores o levaram amarrado
E triste e humilhado o leão ficou doente...

Depois de muito tempo, começo a contar a história, tenho que buscar no baú profundo da memória.

Era uma vez um grande rei, que reinava forte e soberano em sua floresta.Maldosos caçadores o levaram para uma terra distante. Após longa viagem, finalmente chegaram. O leão se assutou, passava fome e tinha muita dor. Felizmente os homens o soltaram.
O leão se encontrou no meio tonto, perante uma multidão, parecia que estava toda pendurada em uma enorme árvore toda colorida, com galhos de todos os tamanhos. Seriam homens ou macacos, pendurados nos galhos????????   O leão se indagava: Que estranha floresta esta!!!! Não tem macacos, uma estranha multidão toda pendurada. Gritando alto. – Seria uma estranha festa????????????

Em sua angústia, revolta e dor, o leão acabou fazendo o jogo do domador, que o ameaçou com uma roda imensa de fogo. Foi sentindo-se acuado e acabou mergulhando dentro daquele enorme arco e saltou para o outro lado. Os galhos da árvore balançavam-se de tal forma que parecia que a macacada toda viria ao chão.

A arvore era uma tenda de lona, que cobria o circo.O leão após grande mergulhono fogo, ainda rugiu, após saltar, abocanhou o braço do domador. Foi pânico geral!!!!
A multidão começou a correr, apressada e assustada, quase o circo foi ao chão.

O pobre leão sentiu tanta dor em seu dente, que ao querer livrar-se do seu tormento, abocanhou a primeira coisa que pode, o braço do domador. Logo depois, ele correu, correu, fugindo, até que cansado, adormeceu, para mais tarde ser encontrado pelos homens do circo que o estavam procurando nos arredores da cidade.

Foi preso novamente e levado para o circo. Não participava mais dos espetáculos, só seu forte rugido revoltado era ouvido pela multidão que lotava o circo, nos dias de espetáculo.Muito tempo depois o domador, que ficou sem o braço, resolveu se vingar do leão. Administrou sedativos na pobre fera, quando esta adormecida, roncava. Arrancou seus dentes, cortou sua juba, deixando apenas uma presa. O leão ao acordar não havia notado o que lhe sucedera. Quando se mirou em uma poça de água se assustou. Quem era aquele animal. Magro, seco, sem juba, sem dentes. Começou a rugir desesperado, rugiu tão alto, que muitos se assustaram. Estava preso em uma pequena jaula as margens de uma rodovia, abandonado.

Um pouco distante dali, dois praticantes do Candomblé, religião africana, cultuada também pelos irmãos baianos, estavam na beira da rodovia, quando se assustaram e ficaram surpresos com a cena que viram. Encontram o leão em tão pobre estado , que dele tiveram muita pena. Lembraram-se do orixá Xangô que carregava com ele um leão. Símbolo de fortaleza, se aproximaram com calma.

A natureza é excelente mestra e mostra aos homens que querem aprender a mensagem que Deus lhes envia.

Levaram o pobre leão para sua choça, e lá trataram o animal de acordo com suas necessidades. Levaram um médico que o examinou e comprovou a retirada das presas, sobrando apenas uma, tão estragada, que doía constantemente, e fazia o leão rugir e não poder nada comer.

O leão que tinha sido forte e valente
Sofria e urrava com dor de dente
Ali bem perto de toda gente.

Tirei esta história
Do baú profundo da memória
E a dou com uma dedicatória.

... Para as crianças que sejam amorosas e carinhosas, com todos os animais, não os maltratem, não os desprezem. Eles são parte da natureza, como você e eu. E um dia quando crescerem, guardem profundo em seu coração, quem maltrata e fere os animais, faz para si mesmo, para uma parte do Criador que vive dentro de você e de todos nós.


Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 29/08/2006
Código do texto: T228059

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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