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Teatro - O Lobo e os doces de chapeuzinho

Personagens:

Mamãe
Chapeuzinho Vermelho
Lobo
Lobinho
Bruxa
Vovó
Caçador


Era uma vez, uma vila pequena, ao lado de uma imensa floresta. Ali, morava uma senhora muito bondosa e amiga de todas as pessoas. Muito educada e gentil, estava sempre pronta para ajudar as pessoas no que precisassem.
Era uma tarde de verão. Ela estava arrumando uma cesta com doces que havia preparado:

MÃE: (Arrumando uma cesta com bolos, biscoitos, doces... fala para o público) Olhem só que doces gostosos que preparei. Vocês gostam de doces? Aposto que sim. E quem não gosta? Hum!!! Esse bolo aqui está uma delícia. Sabem o que vou fazer com esses doces? Preparei esta cesta tão bonita para dar de presente para a vovó, que mora lá do outro lado da floresta. Ela também gosta muito de doces. Como ela está velhinha, não pode andar muito e não pode vir até minha casa. Por isso, vou pedir pra minha filhinha levar essa cesta pra ela. Vocês conhecem minha filha? Querem saber o nome dela? Bem, eu sei o nome dela, mas ninguém chama minha filha pelo nome, sabem por que? Por que ela tem um apelido muito legal. Como ela usa um chapéu vermelho na cabeça, todos só a chamam de “Chapeuzinho Vermelho”.
(chamando) Chapeuzinho... Chapeuzinho Vermelho...

Chapeuzinho (entrando) O que foi mamãe.

Mãe: Chapeuzinho Vermelho, veja só a cesta que preparei para a vovó. Eu gostaria que você levasse para ela.

CHAPEUZINHO: Oba! Vou ver a vovó! Já estava com saudades dela. Posso ir já, mamãe?

MÃE: Pode sim, minha filha. Mas, não se esqueça. Tome muito cuidado. A floresta é muito perigosa. Por isso, não vá pela floresta, vá pela estrada, que tem menos perigo.

CHAPEUZINHO: Mas, mamãe, pela estrada é muito longe. Vai demorar muito. Pela floresta, é bem mais perto, não precisa dar toda aquela volta. É só pegar esse carreiro aqui que chega logo na casa da vovó.

MÃE: Eu sei que pela estrada é mais longe, mas é muito mais seguro. Na floresta tem muitos perigos. Por isso, obedeça sua mãe. Ande um pouco mais, mas vá com segurança pela estrada, tá bom?

CHAPEUZINHO: Tá bom, mamãe, tá bom.

MÃE: Tome, aqui está a cesta. Pode ir. E não esqueça: “Pela estrada”.

CHAPEUZINHO (dando um beijo na mãe) Tá bom, mãe, tá bom. Já entendi.

MÃE: Tchau, filha. Vou lá pra dentro terminar de limpar a casa (sai).

CHAPEUZINHO (fala para o público) Mãe é um problema, vocês não acham? Vejam só. Estão vendo aquele mato ali na frente? Aquelas árvores bonitas e perfumadas? Aqueles passarinhos cantando? Vocês acham que pode ter algum perigo ali? Só a mãe da gente mesmo pra enxergar perigo em um lugar tão bonito. Mas ela insiste em querer que eu vá pela estrada. Se eu for pela estrada, vou levar mais de duas horas pra chegar na casa da vovó. Pela floresta, eu chego em pouco mais de meia hora. Sabem de uma coisa, não contem nada pra mamãe, mas eu vou pela floresta. (vai).
(o cenário fica vazio. Aparecem o lobo e o lobinho cantando:).
Eu sou o lobo mau, lobo mau, lobo mau. Eu pego as criancinhas pra fazer mingau.

LOBO: Meu filho: Você ouviu? Chapeuzinho Vermelho está levando doces pra vovozinha. Você viu só o tamanho daquela cesta? Tem bolo, chocolate, biscoito... Hum!!! Já estou com água na boca. Já sei. Tive uma ideia. Vamos tomar aquela cesta e ficar com todos os doces pra nós. O que você acha, Lobinho? Boa ideia, não? Este teu pai é um gênio. Deixa ver. Precisamos de um plano. Chapeuzinho está indo pela floresta. Nós precisamos dar um jeito de chegar na casa da vovó antes dela. Como vamos fazer isso? Hum!!! Já sei!!!! Vamos pedir ajuda pra bruxa que mora atrás daquela montanha. Vamos lá, Lobinho (Saem. Chega um homem).

CAÇADOR: Senhora, senhora.
MÃE: Pois não? Ah! O senhor é o caçador, não é?
CAÇADOR: Eu era, agora não sou mais. Os animais estão diminuindo, não podemos mais caçá-los, ou eles vão ser extintos do planeta. Além de ser crime matar animais selvagens. Mas, eu estou aqui para avisá-la para tomarem cuidado. Um lobo mau foi visto andando pela floresta, lá por perto da casa da vovó.
MÃE (assustada) A vovó mora sozinha. E a minha filha está indo levar doces pra ela. Ainda bem que ela foi pela estrada, não tem muito perigo.
CAÇADOR: Em todo caso, é melhor irmos na casa da vovó para avisá-la. Venha, eu estou de cavalo e chegaremos rápido. Vamos pela estrada. Assim, alcançamos sua filha no caminho e a levamos junto.
MÃE: Ótimo, vamos indo. E se o lobo nos atacar?
CAÇADOR: Não se preocupe (mostra a arma) Ainda tenho algumas ferramentas do tempo em que eu era caçador (saem)

(entra os lobos, cantando novamente)
LOBO: Psiu... fique quieto e ande devagar lobinho, por que essa bruxa é muito má. Não podemos assustar ela, ou ela nos transforma em sapos. Você ia querer ser um sapo o resto da vida? Nem eu? Vamos ver se ela está em casa. (falando baixinho) Dona bruxa... Dona bruxa...(um pouco mais alto) Dona bruxa...Dona bruxa (Gritando) Dona bruxa...
( se possível, um pouco de fumaça e a bruxa aparece)

BRUXA: Ei, tá maluco, tá? Eu não sou surda. Que gritaria é essa? O que fazem na minha casa? Espero que tenham uma boa explicação pra invadir meu território, ou vou transformá-los em ovelhinhas e vou jogá-los no meio dos lobos amigos de vocês.

LOBO: Calma, dona bruxa, calma. Temos um bom motivo para estarmos aqui. Eu sei que a senhora gosta de doces e eu vou dar um pouco pra senhora se a senhora nos ajudar.

BRUXA: Hum!!! A conversa está interessante. Continue.

LOBO: Bem, precisamos pegar a cesta que a Chapeuzinho Vermelho está levando para sua vovozinha. Temos um plano. Precisamos fazer a vovó dormir e enganamos a chapeuzinho.

BRUXA: Fazer a vovó dormir? O que houve com o lobo mau, perigoso que sempre ouvimos falar? Por que não devora a vovó, em vez de fazê-la dormir.

LOBO: Fala sério, né, dona bruxa. Você acreditou mesmo que os lobos devoram as vovozinhas? Você acha que ela, com todo aquele tamanho, caberia na barriguinha malhada deste lobinho aqui? Fala sério... Depois, só gostamos de carne nova.

BRUXA: Tá bem, tá bem. Acho que tenho o que vocês precisam. É uma coisa que já usei uns tempos atrás e funcionou muito bem. Olhem (mostra uma maçã). É uma maçã enfeitiçada. Usei ela pra enfeitiçar uma linda moça, uns tempos atrás. É só a vovozinha comer um pedacinho desta maçã, que irá dormir profundamente e só vai acordar se um príncipe beijá-la. Como estamos em falta de príncipes hoje em dia, ela vai dormir pra sempre...ahahahahah.

LOBO: (pega a maçã). Obrigado, dona bruxa. Quando eu pegar a cesta, venho trazer uma parte dos doces para a senhora. Outra coisa, preciso chegar na casa da vovó antes de Chapeuzinho Vermelho. Se formos andando, não chegaremos, pois a menina saiu bem antes que nós.

BRUXA: Tome, subam em minha vassoura. Ela vai levar vocês voando para a casa da vovó. (os dois sobem e, depois de alguns tombos, a bruxa diz:).

BRUXA: Ei, ei, faltou uma coisa. Vocês precisam me pagar adiantado pela maçã e pela vassoura.

LOBO: Mas, dona bruxa, ainda não pegamos os doces.

BRUXA: Então, seu lobo, eu já sei com o que você vai me pagar. Eu adoro mingau. Você vai me dar o lobinho para eu fazer mingau.

LOBO: O lobinho? Claro, dona bruxa, claro... claro que não, né? A senhora tá ficando louca.

BRUXA: Agora é tarde. Eu mesma vou pegá-lo.
(Começam a correr um atrás do outro. Caem vários tombos. A bruxa cai e fica enroscada em alguma coisa. O lobo e o lobinho aproveitam a oportunidade, montam na vassoura e saem. A bruxa fica praguejando e sai em seguida).

(Entra a mãe e o caçador)

MÃE: Chegamos na casa da vovó e nem sinal da minha filha. Será que ela desobedeceu e veio pela floresta?
CAÇADOR: Vamos fazer o seguinte, a senhora entra e fica com a vovó que eu vou voltar pela floresta, pra encontrar sua filha (sai)
MÃE: Vovó...vovó... Ué, será que a vovó saiu? A porta está aberta. Vou entrar e esperar a vovó voltar (entra)

(voltam os lobos. Entram caindo, como se tivessem caindo da vassoura.)

LOBO: Ufa! Conseguimos escapar da bruxa. Essa foi por pouco. Voar até que é bom, mas não é fácil controlar essa vassoura de bruxa. Mas, o que importa, é que chegamos na casa da vovó antes de Chapeuzinho Vermelho. Olhem, lá está a casa. Pegue essa maçã e fique na porta. Eu vou bater e ficar aqui escondido. Quando ela abrir, você dá a maçã pra ela. (bate)
MÃE: (de dentro) Quem é?
LOBO (imitando uma voz infantil) Eu sou um menino que mudou ontem para cá e vim trazer um presente para a minha vizinha.
MÃE (abre) Oi... Puxa! Como você é...diferente. Por que essas orelhas tão grandes?
LOBO: Pra ouvir melhor o canto dos pássaros.
MÃE: E esses olhos imensos?
LOBO: Pra melhor enxergar o colorido das matas, do céu.
MÃE: E esse nariz enorme?
LOBO: Pra sentir o perfume das flores.
MÃE: E essa boca tão grande?
LOBO: Pra comer os doces da vovó, hã, quer dizer, os doces que a “minha” vovozinha faz. Olhe, trouxe essa maçã pra senhora.
MÃE: Óh, que maçã bonita! Muito obrigada (pega, dá uma mordida e cai no chão).
LOBO: Bem, não era a vovozinha, mas, fazer o quê, né? Agora, é só esperar o chapeuzinho chegar... Espere, silêncio. Ouvi um barulho. Rápido, lobinho, se esconda aqui no mato.
(chega o caçador e chapeuzinho)
CAÇADOR: Você não devia ter desobedecido sua mãe. É muito perigoso vir pela floresta, ainda mais com esse lobo andando por aí.
CHAPEUZINHO: Nem apareceu nenhuma perigo. Acho que o sr. e a mamãe estão exagerando (vê a mãe) mamãe... (caçador corre na frente, examina a mãe, levanta-se e vai até chapeuzinho, que ficou parada a uma certa distância da mãe). Você tem que ser forte. Acho que sua mãe está morta.
CHAPEUZINHO: O quê? Não, não pode ser. Mamãe... Vai até a mãe. Mamãe, não, minha mãezinha não. Você não pode morrer, não...etc...(fica chorando em cima de sua mãe. O caçador fica olhando, quieto. Do outro lado da cena, o lobo e o lobinho aparecem, chorando)
LOBO: Olhe só o que nós fizemos, lobinho. Coitadinha da menina. Não era pra ela ficar triste. Nós só queríamos os doces, não é mesmo? E agora? O que vamos fazer? Não tem nenhum príncipe por aqui. Como é que a mamãe dela vai acordar? Vai ficar dormindo pra sempre. E a culpa é toda minha. Vamos, vamos falar com eles. Ei, vocês aí.

(O caçador, ao ver o lobo, leva um tremendo susto, saca a arma e aponta para o lobo, dizendo)
CAÇADOR: Peguei você, seu lobo malvado, agora vou fazer mingau com a tua pele.
LOBO: Pode fazer. Pode atirar. Eu mereço. Fui eu que enfeiticei a mamãe. Ela não está morta, mas vai ficar dormindo pra sempre. Só um príncipe pode fazê-la acordar, com um beijo, mas não existem mais príncipes. Pode me matar, pois fui eu o culpado. Só não façam nada pro meu filhinho aqui, o lobinho, pois ele não tem culpa. Pode atirar, fazer mingau com a minha carne e um tapete com a minha pele. Coloque o tapete bem no meio da sala, pra todo mundo pisar em cima de mim.

CHAPEUZINHO: Por que você fez isso com a minha mãe?

LOBO: Eu só queria fazer ela dormir pra poder pegar os doces que você está trazendo. Sabe, o lobinho e eu adoramos doces, mas ninguém dá doces pra nós, só porque somos lobos. Nós não somos tão maus assim. O lobinho gosta de brincar com outras crianças, mas ninguém brinca com ele, só porque ele é diferente. E mais. Nós vivíamos na floresta, sem incomodar ninguém. Então, vieram os caçadores e começaram a matar todos da nossa família. Por isso nos tornamos maus, porque os caçadores são muito maus pra nós, também. Então, quando vimos aquela cesta cheia de doces que a sua mãe fez, decidimos tomar de você, porque, se nós pedíssemos, vocês não dariam nem “umzinho” só. Ou dariam?

CHAPEUZINHO: É, acho que não daríamos, não. Mas, isso não é motivo pra você fazer essa malvadeza com a minha mamãe. E agora? Como é que eu vou ficar sem a minha mamãe?

LOBO: Eu estou muito arrependido. Se eu pudesse voltar atrás, não seria tão guloso e não faria nada de mau com a sua mamãe.

VOVÓ (Entra a vovó). Eu estava ouvindo tudo ali atrás daquela árvore. Seu lobo malvado. Não tem vergonha? Fazer uma coisa dessas por causa de alguns doces.

CHAPEUZINHO (abraça a vovó) E agora, Vovó? O que vamos fazer com a mamãe?

VOVÓ: (falando ao lobo) Como é que você disse mesmo que o feitiço se desfaz?

LOBO: A mamãe só vai acordar se um príncipe der um beijo nela. Mas não existem mais príncipes por aqui.

VOVÓ: Hum... deixa eu pensar. Quantos lobos tem nesta floresta?

LOBO: Nenhum, além de nós dois. Somos os últimos lobos que não foram caçados pelos caçadores malvados (dá um olhar para o caçador, que abaixa a cabeça).
VOVÓ: Então, só restam vocês dois, não é? Me diga uma coisa, antes dos homens virem morar por aqui, quem governava a floresta?

LOBO (com orgulho). Nós, os lobos, é que governávamos a floresta. Éramos os reis daqui. Todos os animais prestavam homenagens a nós. O chefe do nosso bando, era chamado de rei pelos outros animais. Como aqui não tinha leão, o lobo chefe era o rei. Até que vieram os... HUMANOS...

VOVÓ. Hum!!! Então, o lobo chefe era o rei da floresta. E o que acontecia se, por acaso, o lobo chefe morria.

LOBO: Quando o lobo-chefe morria, o lobo mais forte assumia o seu lugar.

VOVÓ: E passava a ser o rei?

LOBO: Sim. A partir daquele momento, o lobo mais forte era o novo rei, até que morresse.

VOVÓ. Você disse que só existem dois lobos por aqui. Você o seu filho lobinho. Isso quer dizer que o mais forte de vocês é o novo rei da floresta, não é?

LOBO: Isso mesmo.

VOVÓ: E quem é o mais forte?

LOBO: Lógico que sou eu, né vovó? O lobinho ainda é muito pequeno.

VOVÓ: Se você é o rei da floresta, o seu filho o que é?

LOBO: O Lobinho, meu filho, é... (com um  grande sorriso de surpresa e satisfação) é o PRÍNCIPE da floresta. Isso mesmo, ainda tem um príncipe por aqui. É o lobinho, meu filho. Lobinho, rápido, dê um beijo na mamãe.

(O lobinho beija a mamãe que, aos poucos, vai acordando lentamente, bocejando)

MAMÃE: O que aconteceu?

CHAPEUZINHO: Mamãe!!! (abraça a mãe)

VOVÓ: É uma longa história, uma longa história. Depois te conto.

CAÇADOR: O mais importante é que acabou bem.

LOBO: Será que vocês podiam me perdoar pelas malvadezas que fiz?

CHAPEUZINHO: Claro que te perdoamos, seu lobo bobo. Afinal, graças ao seu filho lobinho, conseguimos salvar a mamãe.

CAÇADOR: E nós também temos que pedir desculpas pelos animais que matamos e por todas as florestas que destruímos e continuamos a destruir e pelos rios que poluímos.

CHAPEUZINHO: Acho que todo mundo errou um pouco. Mas todos merecem uma segunda chance.

CAÇADOR: Espero que esta história sirva pra todo mundo aprender alguma coisa: Homens não podem maltratar os animais nem as florestas. Mesmo que alguém faça algum mal pra nós, não podemos retribuir com outro mal, pois assim, isso nunca vai acabar. Chapeuzinho, espero que você tenha aprendido a não desobedecer sua mãe. Quando ela diz que não dá pra fazer alguma coisa, ou ir a algum lugar, porque é perigoso, é melhor obedecer. Viu o que podia ter te acontecido?

CHAPEUZINHO: Nunca mais vou desobedecer a mamãe. E também aprendi que os mais velhos são muito espertos. Foi somente com a sabedoria da vovó que descobrimos um príncipe em nosso meio e pudemos salvar a mamãe.

CAÇADOR: Isso mesmo. Os vovôs e as vovós tem muita sabedoria que eles conseguiram através dos anos de vida.

VOVÓ: Tá bom, tá bom. Agora, vamos todos pra dentro para comermos os doces dessa cesta maravilhosa.

(Todos entram, só ficam pra fora o lobo e o lobinho. Os dois vão saindo devagar, olham para trás uma, duas vezes. Depois, sorriem um para o outro, dão-se as mãos e vão saindo. Chapeuzinho Vermelho aparece e grita):

CHAPEUZINHO: Ei, vocês dois. Onde pensam que vão? Estamos esperando só vocês para podermos cortar o bolo. Venham, vamos rápido. Entrem.

(Os lobos se olham, sorriem, e correm pra dentro de casa)

(Se for uma festa de aniversário, todos podem aparecer carregando o bolo).

F  I  M


Délcio Mores
Enviado por Délcio Mores em 10/02/2011
Código do texto: T2783933
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Sobre o autor
Délcio Mores
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