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ASNAR – O JUMENTO REAL

Eu sou de nobre estirpe,
Dizia o jumento Asnar sem parar,
Sou filho da rainha jumenta
Da casa real jumentária.

Da rainha contavam proezas
Os velhos jumentos do lugar.
Ela fora dos homens escrava
Trabalhando noite e dia.

Um dia a história mudou.
Apareceu um jovem jumento
E encantando-se pela jumentinha
A ela declarou o seu amor.

Levou-a numa noite enluarada
Para o seu palácio real.
Logo pela manhã o rei perguntou:
Qual a origem desta jumenta?

O filho então respondeu:
Ela é a que amo demais,
Não me importa sua origem.
Eu a escolhi para reinar

Ao meu lado quando eu assumir
O seu trono por herança.
É dela que me vem a esperança
De um mundo melhor para os animais.

O jumento rei não disse mais nada.
Aceitou a escolha do filho
Lembrando que ele num dia distante
Também fez escolha semelhante

Da qual jamais se arrependeu.
Celebrou-se com festa o casório e,
Tempos depois nascia o primogênito
Asnar, o jumento do começo da história.

12/11/06.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 12/11/2006
Reeditado em 21/04/2011
Código do texto: T289151

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão