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JACARÉ DE PAREDE

Quando chega à noitinha,
Lentamente aparecem,
Nunca andam sozinhas,
A festa então acontece.

Lagartixas desconfiadas,
São jacarés de parede,
Sobem e descem assanhadas,
Chamadas de barriga verde.

É um tal de corre corre,
Basta passar um inseto,
Se bobear ele morre,
É a lei do mais esperto...

Elas ficam de tocaia,
Prontas pra dar o bote,
Até na planta samambaia,
Só se salva quem tem sorte...

O cardápio é variado,
Muriçoca e percevejo,
Quase sempre são cercados,
Saciado o desejo.

O meu pai me explicou,
Que elas são amigas,
Até nos faz um favor,
E por isso ninguém liga.

Deitado na minha cama,
Sempre fico assistindo,
Às vezes mamãe reclama,
Querendo que eu esteja dormindo.
Mas no fundo é o medo,
Um dia apontei o dedo,
Uma me olhou sorrindo!..
Carlos Mambucaba
Enviado por Carlos Mambucaba em 30/10/2007
Reeditado em 30/07/2009
Código do texto: T716107
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Carlos Mambucaba
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil, 55 anos
485 textos (39861 leituras)
60 áudios (6920 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 08:19)
Carlos Mambucaba