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MEMÉIA, A CENTOPÉIA

     
Lá vem Meméia, a centopéia,
Na cabeça tem uma idéia
Deixando-a triste e nervosa:
Quem levou seus sapatos cor-de-rosa?

Todos têm um laço de fita
Feito pela minhoca Rita,
As solas são de ouro do sol
Feitas pelo senhor caracol.

Neles bordou o gafanhoto,
De mão esquerda porque é canhoto,
As verdes folhinhas de murta
Com linha de grama curta.

As fivelas, feitas com amor,
Todas de botão de flor,
Pela cigarra Azulina
Num cantinho da campina.

E foi colado cada sapato,
Isso é verdade, é um fato,
Com resina vinda da colméia
Para enfeitar os pés de Meméia.

Sumiram, ninguém sabe nem viu,
Os sapatos no mês de abril
Deixando descalça Meméia
Procurando entre as azaléias.

- Sorri Meméia lindinha!
Sou eu, o grilo, nesta banquinha
Munido de viola e de pandeiro
Sendo o cantor o meu velho companheiro,

O canário-da-terra soltando a voz.
Tem tambor de casca de noz
Para o esquilo fazer batucada
Entrando pela madrugada,

Em frenético rebolado
Para não ficar bicho parado
E assim restaurar a tua alegria.
Meméia, tristeza só dá agonia!

(15/11/05)
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 15/11/2005
Reeditado em 21/04/2011
Código do texto: T71824

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão