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Cinco pães, dois peixes e um MILAGRE

Primeira Cena

(Abre-se a cortina, vê-se apenas um banco no centro do palco e o restante vazio. Em seguida, entra um homem velho, um pouco encurvado, com veste franciscana, com um bastão em uma das mãos, uma longa barba, simpático e bonachão, dirige-se vagarosamente em direção à platéia, cumprimentando-a com uma pequena curvatura do corpo, apoiando-se no bastão).

Velho
 - Eu me chamo Irmão Fabião, mas todos me chamam de Irmão Matusalém.
No começo achei estranho e procurei saber o porquê do apelido, seria pela idade? - realmente já vivi alguns anos - Seria a barba? - gosto dela. Mas o máximo que consegui descobrir é que eu gosto mesmo é de contar histórias bem antigas, muito antigas. Seria esta a razão do apelido? Bem, isso não importa, porque histórias nunca envelhecem, estão sempre vivas e novas; quando há alguém para contá-las e as trazer à tona, tornam-se mensagens muito ricas para todos nós. E eu hoje estou aqui para lhes contar uma história viva, de um dos muitos milagres feitos por Jesus.

(O velho estica-se, assumindo nova aparência, como se rejuvenescesse. Satisfeito pela oportunidade de contar mais uma história. Prossegue).

Velho
- Todos os fatos e acontecimentos relacionados com a vida de Jesus, nos foram transmitidos através dos evangelistas. Assim, cada qual narrou a seu modo aquilo que mais lhe chamou atenção, é o caso da multiplicação dos pães, por exemplo, João percebeu, e nos transmite com detalhes, a presença do menino que levou os pães de cevada e os peixes e que foi tão significativo para a realização do milagre de Jesus.
Ele necessitava de uma pessoa que possuísse pouco, mas que estivesse disposta a dar ao Senhor o pouco que possuía. Por meio disso, Ele seria capaz de realizar uma grande obra.
E de fato estava presente "um rapaz" que, como está escrito em João 6.9, tinha "cinco pães de cevada e dois peixinhos", e que estava disposto a Lhe entregar esse pouco! E o que fez o Senhor com isso?
Bem, se Mateus, Lucas ou Marcos não repararam na presença do jovem nesse milagre de Jesus, nós gostaríamos de lembrar desse menino como tão bem fez São João.
(O velho lança um olhar a platéia, dá um sorriso, como que desejando criar um clima favorável à narrativa, acrescentando)

Velho
- Os Apóstolos já estavam com Jesus há algum tempo. Já tinham ouvido e aprendido muita coisa. Tinham visto as manifestações do poder de Deus em seus atos. Agora estavam aptos a porem em prática as lições assimiladas. E aos pares, tendo recebido o poder indispensável e a instrução específica para a ocasião, saem em cumprimento de missões confiadas pelo Mestre.
Retornam então e prestam seus relatórios ao Senhor. Comentam com Ele as experiências e responsabilidades pessoais de cada um. Os apóstolos contam tudo. Omitir algo quando falamos com o Senhor é insensatez.

(O Velho faz uma pequena pausa e prossegue)
- Bem, vou deixar esta história contar-se por si mesma, enquanto vou ajudando aqui, ao lado, no que for necessário.

(Dirigindo-se ao banco leva-o para o canto do palco, ficando fora de cena, na semi-obscuridade, enquanto a luz cresce dentro do palco).
 
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(Do lado oposto em que se dirigiu o velho, encontra-se Jesus, sentado, meditativo. Entram em cena os Doze Apóstolos que acabavam de voltar alegres depois de pregarem a Boa Nova da Salvação. Todos falam entusiasmados, contando a Jesus tudo o que haviam feito e como até os espíritos impuros lhes obedeciam – todos falam ao mesmo tempo – Jesus os recebe com um sorriso, deixando que falem e extravasem suas agitações e alegrias).

(Os Apóstolos são interrompidos por um alarido de vozes de muita gente que se aproxima deles, tornando-se impossível prosseguirem comentando com Jesus os milagres, curas e prodígios que haviam realizado em seu nome)

Jesus – (Levanta e dirige-se aos apóstolos)
- É hora de descansarem um pouco. Venham comigo a um lugar solitário e descansem um pouco.

(Deixando o povo, sobem na barca de Pedro para atravessarem o lago, enquanto a multidão se despede deles, fazendo sinais com palmas verdes de oliveira e lenços brancos)

Cena II


(O Velho retorna à cena e como quem vai contar um segredo, se dirige ao público)

Velho
- Jesus desejava servir-se da oportunidade de afastarem-se da multidão, para corrigir os erros e ensinar novas lições aos seus discípulos. O treinamento deveria continuar no recolhimento. A presença do Mestre seria a garantia de ensinamentos preciosos. Não iriam para o deserto para um repouso prolongado, mas sim para continuar o preparo para novos empreendimentos. Aliás, o descanso pretendido, como veremos, resume-se apenas no tempo em que, no barco, os apóstolos atravessaram parte do mar da Galiléia.

(O Velho faz um breve intervalo, dá um sorriso maroto e prossegue)
- Mas o que os Apóstolos, e até mesmo Jesus, não contavam era com a astúcia da multidão que adivinhou as suas intenções e prontamente correm ao longo da margem rodeando-a, atraindo, inclusive, novos curiosos que se juntavam aos demais e chegaram à mesma localidade em que o barco ia aportar.
Correram tanto, que alguns chegaram antes de Jesus e seus discípulos, que sem dúvida remavam vagarosamente, uma vez que tinham como objetivo descansar.
E assim, o número de pessoas que davam as boas-vindas a Jesus era muito maior do que o que se tinha despedido na margem de partida.

 (O Velho se afasta de cena retornando ao seu lugar)

Cena III

(Todos descem da barca e vão se posicionando ao lado de Jesus)

Jesus – (Dirigindo-se a João que se encontrava mais próximo)
 - Veja toda esta multidão que estava nos esperando, estão tão cansados e abatidos... - como ovelhas sem pastor.
(Por algum tempo fica contemplando silenciosamente cada um, sentindo compaixão deles no mais profundo de seu ser).

(Jesus começa a pregar o mistério do Reino de Deus, sempre se movimentando entre o povo que o cerca. À medida que se aproxima dos enfermos, impõe as mãos sobre eles e ora por suas necessidades).
(Um menino de rosto magro, aparência frágil, tenta aproximar-se de Jesus. Coxeando, apoiado a uma muleta, procura vencer a barreira humana que o oprime. Jesus, apesar de se encontrar um pouco distante, fixa seu olhar amoroso no menino como que para encorajá-lo, e quanto à multidão que rodeia o menino impedindo que este se aproxime, lança um olhar de reprovação, sem dizer uma só palavra, faz um sinal para que abram caminho; seu olhar tem certa autoridade e faz com que todos se afastem deixando a criança passar, sendo até mesmo auxiliado por alguns deles).
- Faz-se um grande silêncio entre os presentes -
(O menino fica frente a frente com Jesus, um pouco hesitante, sempre se apoiando à muleta. Jesus sem nada dizer, estende a mão para muleta pedindo-a. O menino ainda hesitante fica em dúvida se deve obedecer, mas o olhar amoroso de Jesus lhe dá novo ânimo. Sorrindo com certo acanhamento, prontamente deposita a muleta em suas mãos e sem perceber, firma-se em ambos os pés. Dá alguns passos, como que para experimentar a nova situação, sorri agora com alegria e assombro pela maravilha que lhe acaba de acontecer, joga-se de joelhos aos seus pés e chora emocionado, recebendo um afago de Jesus, que logo prossegue em sua faina).

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Pedro - (coçando a barba, caminhando de um lado para o outro, demonstrando impaciência, aproxima-se de André)
- O povo não se cansa de ouvir Jesus e ninguém quer retirar-se, nem sequer se dão ao trabalho de observar o céu que anuncia a noite que se aproxima.

André – (Concordando plenamente com Pedro, percebendo o grave problema que se apresenta)
- É verdade, a noite se aproxima. O que faremos com toda assa gente?

Pedro – (Nervoso e estalando os dedos – murmurando, como se falasse consigo mesmo)
- Por que Jesus não encurta um pouco o seu sermão para que as pessoas voltem com luz do dia e saiam em busca do que comer?

(Jesus, por seu lado, parece não se perturbar com as sombras da noite que se aproxima e prossegue em seus ensinamentos)

 (Pedro enchendo-se de coragem, acompanhado de André e João, aproxima-se do Mestre. Os outros dois companheiros, por cautela, permanecem um pouco afastados. Pedro, vacilante, toca no ombro de Jesus e com a voz angustiada, ainda sem saber como deve falar, diz-lhe:)

Pedro – Mas..... Olha Senhor, estamos no meio do deserto....  como se pode ver, a noite já se aproxima! Bem, !!!.... Ora.... Despeça toda essa gente para que saiam em procura do que comer...

Jesus – (Lança-lhes um longo olhar. A testa franzida, numa expressão de verdadeira surpresa pela ousadia do discípulo, dá um sorriso e responde-lhe com paz e serenidade:)
- O povo não precisa ir embora. Vocês mesmos vão lhes dar de comer. Sim, vocês irão solucionar o problema, pois sabem o que se deve fazer... (e prossegue em seus afazeres com muita tranqüilidade)

(Os outros dois discípulos que tinham se aproximado de Pedro, se entreolham com incredulidade do que acabavam de ouvir).

João – O que Jesus quer dizer com estas palavras tão misteriosas. Como poderemos alimentar tantas pessoas famintas?...?...

Filipe – Duzentos denários não seriam suficientes sequer para dar um pedacinho de pão a cada um...

Pedro - É preciso que todos fiquem a par da situação para encontrarmos uma solução!  (Dirigindo-se aos demais discípulos, intera-os da situação crítica que se apresenta) - como alimentar tanta gente? (Todos começam a debater o problema, cada qual dando suas opiniões, as mais desencontradas, não havendo uma solução prática).
(É quando toda atenção se volta então para Judas Escariotes, o responsável pelas economias do grupo, que se põe mais afastado do grupo, em nada se manifestando, mantêm-se calado).
(Judas, sentindo-se o centro das atenções, arregala os olhos, em estado de alarme, segura com força uma bolsa que traz consigo como querendo impedir que a tomem de suas mãos).
(Mateus, sem nada dizer, estende as mãos em direção à bolsa que se encontra protegida por Judas e fixa-lhe um olhar profundo de reprovação, fica aguardando, este resiste por algum tempo, porém, com contragosto e resmungando algo inteligível, faz a entrega).
(Os demais discípulos começam a contar o dinheiro que há na bolsa. Ficam espantados com o que apuram e continuam a discutir entre si, tentando uma fórmula para solucionar o problema. Finalmente decidem, em consenso, que Pedro deve voltar a falar com Jesus sobre o que dispunham em dinheiro).

Pedro – (Demonstrando contrariedade e ainda constrangido em ter que interromper mais uma vez o Mestre, enchendo-se de coragem, aproxima-se do Senhor)
- Sabe Senhor, nosso dinheiro é tão pouco que nem pode ser levado em consideração.

(Jesus nada responde, simplesmente meneia a cabeça, em sinal de desaprovação, como que para dar-lhe a entender que não é esse o caminho. Com seu silêncio Pedro se sente ainda mais constrangido e faz menção de se afastar. Jesus retém Pedro pelo braço, impedindo-o de se afastar. Fita-o com um doce olhar de paciência. Em seguida, ele mesmo ajuda-o a procurar a solução)

Jesus - Quantos pães vocês têm?

(Pedro sem saber o que responder, faz sinal para que seu irmão André se aproxime)

André - Aqui há um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes...

Jesus – (Dirigindo seu olhar a André)
- André fale-me desse menino.

André – Sim, Senhor, o menino tem cinco pães de cevada e dois peixes... mas, o que é isto para tanta gente?

André - (Prosseguindo, após um breve silêncio).
- Já caía a tarde, todo mundo estava faminto e procuravam alimento. Perceberam que esse rapazinho tinha uma cesta de palha onde guardava alguns peixinhos e alguns pães. Iniciou-se um ajuntamento em torno dele, aproximei-me e pude ouvir alguém lhe perguntar quanto custava cada pão. Outro, tirando um denário, ofereceu-lhe em troca de um dos pães, e não faltou uma senhora que queria comprar-lhe toda a cesta, mas ele nada vendeu. Continuava sentado com sua cesta entre as pernas, ouvindo suas palavras, Senhor, e não estava nem um pouco interessado em negociar, aproveitando-se da oportunidade para ouvi-lo.

Judas Escariotes – (Passada a contrariedade pela quase perda da bolsa e mais à vontade, aproxima-se do grupe e intervém).
- Certamente, era uma oportunidade maravilhosa para fazer um grande negócio. A lei da oferta e da procura estava a ponto de render-lhe um bom dinheirinho. E além do mais, quanto mais tempo passasse, mais fome haveria; e, portanto, mais caro poderia vender seu produto.

Jesus – (Com um sorriso pela sagacidade de Judas, meneia a cabeça e pede, com um gesto, a André que prossiga).

André – Em torno do menino se haviam sentado os que pensavam que o alimento seria vendido e esperavam que o menino se decidisse a dar o preço. Foi graças aos que o cercavam que pude localizá-lo.

Jesus – (Como um gesto de mãos, querendo encurtar as explanações de André)
- Vá ao encontro do menino e diga-lhe que necessito de seus pães.

André – (Afasta-se e vai ao encontro do menino)

Cena IV

(O Velho retorna à cena, leva a mão à boca, como quem mais uma vez vai revelar um grande segredo).

Velho – E de fato estava presente um rapaz que, como está escrito em João 6.9, tinha cinco pães de cevada e dois peixinhos, e que estava disposto a entregar esse pouco. Saíra de sua casa ao amanhecer, pensando que com a venda de seu produto iria remediar em alguma coisa a difícil situação de seu lar. Surpreendeu-o a Luz do mundo, Jesus Cristo, que pregava palavras de vida eterna a uma imensa multidão.
Esqueceu seus peixes e seus pães e com eles suas necessidades, para passar a manhã inteira ouvindo no deserto o pregador da Boa Nova.
Toda multiplicação como neste caso, depende de dois fatores: primeiro, de quanto se tem, não importa se é muito ou pouco, o essencial é partir da realidade concreta. Segundo, ter coragem de dispor do que se tem em favor do próximo.
Ao ser solicitado por André a comparecer diante de Jesus, o menino não enviou seus pães e peixes, ele, pessoalmente, quis levá-los. Quis ter um encontro com Jesus.
E Jesus, sabendo o que queria, não opõe obstáculo, porque era exatamente isto que queria.

Velho: (Com os olhos fechados e vigorosos gestos com as mãos)
- Estou vendo a multidão. Cinco mil homens, mulheres e crianças sentarem-se na grama. (Lança um olhar a platéia e se afasta de cena)

Cena V

(Um menino franzino, com uma pequena cesta de palha, acompanhado de André, aproxima-se de Jesus, emocionado, faz a entrega de cinco pães de cevada, redondos e pequenos, e dois peixinhos).

Jesus - (Fazendo um afago na cabeça do menino)
- Muito obrigado meu filho, Deus que tudo vê já abençoou sua generosidade.
(E com uma docilidade despreocupada de esconder seu intuito, ordena ao povo que se sente).
 
Jesus - (De pé, manifestando no olhar a comunhão com o Pai celeste).
- Bendito és tu, ó Senhor! - (E prossegue em oração de ação de graça, balbuciada e não entendida nem mesmo por aqueles mais próximos dele. Suspende os pães e peixes, apresenta-os aos céus e dá-os aos Apóstolos, os quais, por sua vez, os repartem ao povo E cada qual vai recebendo seus pães e se põem a comer vorazmente, até saciarem-se)

Multidão - (À vista deste milagre de Jesus).
- Este é verdadeiramente o Profeta que há de vir ao mundo.

Jesus - (Percebendo que todos já se encontravam saciados pede aos Apóstolos que recolham o que sobrara)
- Recolham as sobras, para que nada se perca! (Demonstrando plena satisfação, dá um sorriso e sai de cena).

 (Os 12 Apóstolos, cada qual com um cesto nas mãos, põem-se a recolher do que sobrara dos pães e peixes e, após encherem os cestos, vão retirando-se de cena, um a um, seguidos do povo).

Final

Velho - (Retornando à cena, com um sorriso nos lábios, lança um olhar à platéia e prossegue).
- Realmente, quando toda aquela multidão acabou de comer, os Apóstolos começaram a recolher as sobras em doze cestos. Embora tivesse havido suprimento abundante nada deveria ser desperdiçado. Era um oportuno ensino de economia. Não temos o direito de gastar mal alguma coisa quando vemos aquele que é o Senhor de tudo, justamente depois de ter multiplicado os alimentos em tão grande quantidade, agora, cuidadosamente aproveitando os pedaços de pão de cevada e de peixe que tinham sobrado.
De fato, o número dos que foram alimentados era de cinco mil homens "além de mulheres e crianças", como nos diz Mateus 14.21, que fez questão de constatar, embora o costume fosse contar somente os homens.
Todos davam graças, tanto a Jesus como aos seus Apóstolos, pelo alimento dessa tarde, mas ninguém se lembrou mais do menino que tinha oferecido sua mercadoria para que todo mundo pudesse comer. Ele provavelmente encheu outra vez sua cesta com peixes e pães multiplicados.
Jesus não tirou o alimento do nada, mas precisamente daquilo que este menino havia oferecido. Assim os milagres fortificam a fé naquele que realiza as obras de seu Pai: testemunham que ele é o Filho de Deus. Jesus faz os milagres partindo daquilo que somos e temos; seja pouco ou muito, ele faz a multiplicação. Mas, para que seja possível uma multiplicação é necessário que os fatores não sejam zero. Deus pode multiplicar o pouco que temos, contanto que o ponhamos à sua disposição.
Quando Deus e o homem colaboram numa obra, as forças de ambos não se somam, mas se multiplicam.
Ao final do dia, já escuro, os apóstolos entraram na barca rumo a Carfanaum.
Bem, mas essa é uma nova história, e pode ficar para uma nova oportunidade. (Dá um sorriso e retira-se de cena com seus passinhos miúdos).
(Fecham-se as cortinas)
FIM
Laerte Creder Lopes
Enviado por Laerte Creder Lopes em 29/11/2007
Código do texto: T757164
Classificação de conteúdo: seguro

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