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O BAILE DO JACARÉ

Queria a cobra Marizé
Dançar como Salomé
No baile do jacaré
Ao descer a maré.

Mandou fazer um vestido de chita,
Essa cobra exibida,
Igual ao que viu na revista
Desenhado pelo estilista

Um velho pavão vaidoso.
E ficou tão horroroso,
Amarfanhado e volumoso,
O vestido que seria formoso

Se não fosse a fraca visão
Do costureiro corujão.
Marizé rolou pelo chão,
Até disse um palavrão.

Mas de nada adiantou,
Estragado o vestido ficou,
No alagado ela o jogou,
E para longe a maré o levou.

“Marizé, tu não necessitas,
De nenhum vestido de chita
Porque tu és tão bonita
Com essa pele cheia de pintas.”

Foi o que disse o chimpanzé,
Agarrando o cipó com o pé,
Para descer à beira da maré
Onde rolava o baile do jacaré.

21/12/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 21/12/2005
Reeditado em 21/04/2011
Código do texto: T89182

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O BAILE DO JACARÉ - Maria Hilda de Jesus Alão
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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão