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Uma "festa"

    Foi numa festa da Bárbara, era noite, e nós chegamos atrasados. Não sei bem o porque, mas a casa estava fechada, e, sendo assim, o único jeito de entrar era pulando a única janela aberta; nos fundos da casa.

    Nós fomos. Com a ajuda de duas tábuas de madeira desenhadas com tinta auto-relevo colorida, a tarefa ficou bem mais fácil. Ele foi primeiro, e eu fui depois.

    Ao entrar, notamos que o comodo se tratava de um desses quartinhos guarda-tralhas, desses que todo mundo tem em casa.

    Olhamos para aporta, na esperança de que esta estivesse aberta, mas não estava. Nós nem verificamos se estava trancada, parecia muito óbvio que ela estava.
Então, nos sentamos num sofá. Não estava tão desconfortável... O silêncio predominou por um bom tempo.

    Ele parecia muito ocupado lançando e pegando, repetidas vezes, uma bola velha que havia encontrado. E eu... bem, eu estava realmente muito ocupada velando as unhas da mão esquerda...

    Pela janela começou a entrar um vento frio, e acho que isto o deixou incomodado, tanto que ignorou a bola, e fechou a janela.

    O tempo foi passando, e aquela situação foi ficando angustiante. Até que o silêncio foi quebrado pela bola que ele não pegou.

    Depois disto, começamos a conversar, não me lembro muito bem do assunto, mas nós conversamos. E foi ai que nos conhecemos melhor.

    Não vou dizer que ficamos só na conversa, não. Alguns beijos e carinhos trocados... ah, esquece!

    O tempo foi passando mais e o calor foi aumentando. Tentamos abrir a janela, inutilmente, pois esta estava emperrada agora.

    Eu estava sentada no colo dele, agora estavamos só conversando. Ele disse, em um tom indescrítivel:
  -Vai abrir a porta...
Abri um sorriso, e respondi:
  -Não dá, esqueceu?
Nós rimos um pouco, e eu resolvi fingir abrir a porta, só Deus sabe o porque.
    A surpresa, foi que quando girei a maçaneta e puxei um pouco, ela se abriu.

    Algumas risadas passaram, e ele veio até mim, agora já não estavamos mais rindo. Ele me tomou em seus braços e me beijou. Depois ficou me olhando, só olhando. Então pousou sua mão na minha cintura, e disse:
  -Vamos?-com aquele tom indescritível, que só ele sabe fazer.

    Fiz que sim com a cabeça, e saímos dali para um grande fim de festa.  
Letícia Santos Ferreira
Enviado por Letícia Santos Ferreira em 11/04/2006
Código do texto: T137481
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Sobre a autora
Letícia Santos Ferreira
Mauá - São Paulo - Brasil
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Letícia Santos Ferreira