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O CANTADOR

Bom dia povo da minha terra, eu nasci detrás da serra,
escutando os passarinhos me tornei um cantador...
E com lascas de madeira e o choro da seringueira
fiz as curvas da viola onde navego o meu amor...
oh meu amor...

Cantei na roça e na cidade pro prefeito e o santo padre,
pra quem tarde deita e cedo acorda pra plantar a flor;
quem me vê lembra a cigarra, é que o sonho me agarra,
com as estrelas lá do alto fiz meu cobertor...
oh meu amor...

Vem cá, vem cá cantar, descansa um pouco na varanda
que essa vida doida anda, é preciso consertar
pra não parar a carroça do futuro,
ainda ontem sobre o muro
o menino a perguntar...

De que jeito o peão roda, se depende só da corda
que a gente tem que puxar...
O que é que eu vou dizer se o dito fica por não dito,
e o Benedito diz que o grito que o boi berra lá serra
ainda se escuta...
Vá buscar uma lasca e faça uma viola
pra cantar o mais que possa antes do mundo se acabar...

Eh boi...


Preto Moreno















Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 04/04/2006
Reeditado em 08/04/2006
Código do texto: T133578

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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