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Anjo maior

Nasço amparado em seus braços
Mal amanheceu e todos já acenam pra você
Sou vítima dos traços, e dos ciúmes que tenho de você
Você ainda que princesa, reina em todos os lugares
Das ruas pérfidas às catedrais, entre os sete mares
No início e nos finais;

Tenho laços de amizade com as luzes da cidade;
Tu és aquela estrela da sacada do teu prédio
Nos tempos remotos que eu não podia te tocar
Nada mudou, o sol não pode viver na noite
E nunca pôde. Eu te disse que hoje estaria aqui
E estou, eu disse que te amava e você só encontrou amor
Eu estou do teu lado;
Mais difícil vê-la;
Mesmo com meus olhos embaçados;
Sei que ainda tu és estrela

E hoje programaram uma fuga
E tu vais também, eu não te estudei enquanto pude
E fiquei sem a receita da pureza, sem a receita da simpatia
Fiquei sem meu amor, e sem minha alegria

Na décima quinta onda eu disse que não havia mas mar
E que sua vida não ficava sob as pontes
Onde passaram os botes
Ela é tão linda à noite, mas amanhã não a teremos
Se a tivermos o que mais queremos?

Nasço amparado em seus braços;
Com minhas cartas amassadas, minhas cartas que você guardou
O que sobrou da saudade se não uma dor?
Ah se todos soubessem que a princesa também tem problemas
Ah se todos soubessem que ela é mais simpática do que parece
Ah se todos soubessem que você existe
Cessariam as guerras
Não se veria sangue, não se veria batalhas
Cessariam as guerras
Teríamos feridas só de espinhos
Não de lâminas, nem de navalhas

Mal amanheceu e todos já acenam pra você
Sou vítima dos traços, e dos ciúmes que tenho de você
Você ainda que princesa, reina em todos os lugares
Das ruas pérfidas às catedrais, entre os sete mares;
No início e nos finais;

E estas luzes fortes que ofuscam meus olhos
Eu as quero buscar, mesmo sem saber voar
Por quê temer? Por que padecer?
Eu não tenho nada, eu não tenho nada
Só uma enorme saudade

É, quando os sinos acenarem
E quando os hinos tocarem
Você vai voltar pro meus olhos e talvez pro meus braços
Será um final de mais uma noite
Mais uma noite

E quando amanhecer, será que o sol irá esconder você de mim?
E quando amanhecer em vou sentir a quentura no meu rosto?
Quando o sol bater eu estarei com um cobertor?
Estarei coberto com teu manto de amor
Ouvirei o sabor o seu cheiro
E verei amor no seu medo

E se eu nunca mais vir aqui saiba que é assim que te vejo
Se seu sorriso estiver falso saiba que eu sempre percebo

Meu anjo maior


Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 27/05/2006
Código do texto: T164108

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98479 leituras)
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Andrié Silva