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Desordem

Andei para o fim do mundo
e nem percebi o fim chegar.
Antes do fim consumi desordem,
consumi até me envenenar.
A faca na pele foi breve
como foi parar de respirar.

A vida se encerra,
impossível saber com quem será.
Ele vinha tão morto quanto eu,
trazia o nojo de tudo no sangue.
Eu tenho a morte como fé
e não como temor.
O que prova a sua morte?
O triunfo da beleza e da justiça
O que prova a minha vida?
O triunfo da amizade e do amor.

Ele ia tão morto quanto eu
levava a paz de tudo em seu coração.

Já é quaresma vou me preparar.
Roberto Maty
Enviado por Roberto Maty em 24/07/2006
Reeditado em 19/01/2013
Código do texto: T200889
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Roberto Maty
São Paulo - São Paulo - Brasil, 30 anos
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1 e-livros (61 leituras)
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Roberto Maty