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ME REVELAR

Particularmente, gosto muito das composiçõe de Zélia Duncan, e esta, toca-me em especial, pois revelar-se, é assumir riscos, mostrar-se, mas principalmente saber quem gosta da gente, sem que tenhamos que fazer concessões para sermos amados.
Aqui, faço a revelação de como sinto e penso, revelando um pouco de mim. Respondo aos versos originais.

Fernanda Pietra



Me Revelar
Zélia Duncan  Composição: C. Oyens e Zelia Duncan


Tudo aqui quer me revelar *
Por isso aqui, escrevo versos que refletem o que penso

Minha letra , minha roupa, meu paladar *
Mesmo que minha roupa não lhe agrade, o que importa
É o que vai dentro do meu ser

O que eu não digo, o que eu afirmo *
Não digo juras falsas, e derrubo barreiras do preconceito, seja ele qual for

Onde eu gosto de ficar *
Fico apenas onde meu coração deseja, sem violentar minhas convicções

Quando amanheço, quando me esqueço *
Amanhece a ideia de viver cada dia em sua intensidade, e me esqueço daquilo que não foi bom

Quando morro de medo do mar *
O medo do mar das emoções que, se lhe falar quais são, talvez não aceite,

Tudo aqui *
Quer me revelar *
Unhas roídas *
As mesmas que rôo ao esperar que  entendam  e respeitem como sinto e amo

Ausências, visitas *
Foram muitas em minha vida, e com certeza as ausências foram maiores que as visitas em momentos difíceis

Cores na sala de estar *
A névoa que povoa a mente de quem não admite diferenças, e tornam a realidade cinzenta, sem, brilho e sem verdade.

O que eu procuro *
Já encontrei , depois de uma procura quase insana, agora o meu amor se revela

O que eu rejeito *
Falsidade, mentira, preconceito, falta de humanidade

O que eu nunca vou recusar *
Amor, compreensão, respeito, acolhida, sinceridade e honestidade

Tudo em mim quer me revelar *
Aqui me revelo, desvelo minha face, sem medo

Tudo em mim quer me revelar *
E se você não vê, é porque não quer

Meu grito, meu beijo *
O grito em silêncio, o beijo escondido

Meu jeito de desejar *
Que pode não ser o mesmo que o seu, mas é intenso e imenso

O que me preocupa, o que me ajuda *
Preocupo-me com a ignorância dos donos da verdade,  e muito me ajuda poder escrever sobre o que penso

O que eu escolho pra amar *
Pode ser  também, da maneira que imagina, pois amor não tem barreira, nem sexo

Quando amanheço, quando me esqueço *
 E novamente amanheceço , na busca desenfreada de viver mais um dia feliz

Quando morro de medo do mar *
O mesmo mar , rebelde onde navego pelas ondas do amor, sem medo de afogar-me de tão profundo.

* = Letra da música
Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 31/08/2006
Código do texto: T229596

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Sobre a autora
Fernanda Pietragalla
São Paulo - São Paulo - Brasil, 48 anos
126 textos (24244 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 14:28)
Fernanda Pietragalla

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