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O mar é imenso

Eu conto o tempo em  mil semanas
E não cheguei a nenhuma conclusão
Despertador da minha cama
Os ponteiros do relógio não têm coração
Formam volta e meia ângulos curtos
Breves como minha vida aguda
Sou apenas um cateto da hipotenusa
Subtraído de qualquer razão

Ao longe se vê o que não se tem
No coração, o pouco está tão perto
As águas do mar são infinitas
Mas, a sede lhe rege como deserto
A pior das cegueiras
É a feita de olhos abertos

Como uma escala divida em partes iguais
O amor se dispersa valente
Secando a roupa dos varais
Segue a ajudar as aves de rapina
Os pombos e os pardais
Mas, o sol é mais lento que a vida
Que nunca cumprimenta na despedida
Antes de se arrumar
Já está bem vestido, vai para o mar

Ao longe se vê o que não se tem
No coração, o pouco está tão perto
Mas, teus olhos castanhos,
Me trazem tanta certeza
Do que já tenho por certo
Que os teus braços só selam tudo
Terminar? Crescer? Alcançar?
Sem tua quentura de que o mundo me servirá?

Quebra-se uma ligação dupla
E faz-se agora uma adição
No peito antes, ardente de paixão
Agora, a paz da união

O mar é onde morre a vida
É o berço dos suicidas?
Ou é o inverso da razão,
Tudo aquilo que chamamos de coração?
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 03/10/2006
Reeditado em 04/10/2006
Código do texto: T255206

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98436 leituras)
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Andrié Silva