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A madrasta do ensino

Meu bem, ela é má!
Transformou minha poesia em dissertação
Fez dos meus versos de alegria
Sonetos de depressão
Tirou a moral de minhas virtudes
E banalizou a minha razão
Fez da ignorância atitude
E ainda nos ensinou uma lição
Que nunca se mediu numa mulher
Ela nos formou do jeito que ela quer

Essa má dada do ensino
De nada fez valer o meu destino
Foi uma madrasta do ensino
Que matou a nossa mãe
E substituiu nosso pai
Fez a voz do destino
Ecoar sem coração
E parar num porto sem caís

Meu bem, ela é má
Trocou todas as palavras da minha boca
E bloqueou a minha imaginação
Tentou lacrar minha voz solta
E prendeu o meu coração
Fez-se a rainha da palestra
E se corou a ignorante meretriz
Fez de bobo o poeta
Que tentou ser feliz

Essa má dada do ensino
De nada fez valer o meu destino
Foi uma madrasta do ensino
Que matou a nossa mãe
E substituiu nosso pai
Fez a voz do destino
Ecoar sem coração
E parar num porto sem caís
 
Meu bem, ela é má
Cegou a nossa crença
E nos fez céticos perante o destino
Fez valer uma ciência
Que nunca estudou o nosso “eu” sozinho
Ela usou de sua inteligência
Para popularizar sua reputação
Roubou a minha paciência
Quando falou que a vida é a televisão
Essa má dada do ensino
De nada fez valer o meu destino
Foi uma madrasta do ensino
Que matou a nossa mãe
E substituiu nosso pai
Fez a voz do destino
Ecoar sem coração
E parar num porto sem caís

Meu bem por toda essa má dada educação
Não sei bem como se trata a nossa valorização
Porém dessa madrasta ainda há muito leite para colher
Mas não sei bem, se é de uma vaca que devemos beber
Maycon Batestin
Enviado por Maycon Batestin em 23/08/2007
Código do texto: T620311
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Maycon Batestin
São Paulo - São Paulo - Brasil, 32 anos
2643 textos (108012 leituras)
3 e-livros (207 leituras)
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Maycon Batestin