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A Glória da Lentidão

Meu dia dói como o peso da desistência
Eu caminho lentamente pelo asfalto em branco
Em direção ao puro e completo desconhecido

Mas espero um resgate, espero um remédio
Que venha, mesmo vagarosamente
Da mesma forma virão as sensações

A desintoxicação é uma arte trabalhosa
A re-intoxicação é algo tentador mas é rápido demais
Quero algo que venha lentamente

Deslizando pela superfície da água
Em direção ao gelo da minha alma
Lento e aquecedor, como os bons sentimentos

Meu dia insiste em ser interminável como a dor do abandono
E eu páro olhando tristemente para o cinza-escuro
Não sei se é a chuva ou se são meus olhos no espelho

Talvez eu acabe me resgatando sem ajuda
Mas será mais complicado do que esperar
Em compensação será lento como eu desejo

Tão devagar como a vida passando
Ela só corre quando precisamos compreendê-la
A quem desejar enfrentá-la, ela acalma e derrota

Numa dança muito, muito vagarosa
Mas não é romântica, é apenas melancólica
No fim, você acaba aprendendo os seus passos sozinho
Lu Vox
Enviado por Lu Vox em 08/09/2007
Código do texto: T644372

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Sobre a autora
Lu Vox
São Luís - Maranhão - Brasil, 35 anos
3 textos (49 leituras)
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