Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

O poeta e o capitalismo

E o poeta vende a poesia, numa métrica que lhe garante pão pela manhã
E oras... Quem não se vende hoje em dia?
O poeta não se interessa pelo o coração em vão da poesia

E o que ele venderia além das palavras escritas?
Ninguém compra cultura
Ninguém vive só de poesia
Um poeta não pode filosofar na rua, despido da vaidade da vida

Alguns barris ainda não viraram abrigos de filósofos
A cultura de um país não é mais algo sociológico
E o poeta que sempre quis poetizar algum troço
Virou moço de grandeza esquecida pelo próprio modo

Aonde é que eu compro aquilo que me enriquece?
E me garante a felicidade?
Num mundo onde o poeta se entristece na mais pura falsidade

Queria a tristeza sincera da poesia
A lágrima que eu derramo dia a dia

E o poeta tem razão quando a poesia morreu de uma paixão proibida
E oras...que não morre todo o dia?
O poeta é a contraposição de uma moral nunca evoluída

E faz sentido escrever para vender
Quem dera fosse garantido que a maneira correta de viver
Ainda não se fazem casas de barris
Ainda não se fazem poesias a giz
Maycon Batestin
Enviado por Maycon Batestin em 12/09/2007
Reeditado em 12/09/2007
Código do texto: T649484
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Maycon Batestin
São Paulo - São Paulo - Brasil, 32 anos
2643 textos (107980 leituras)
3 e-livros (207 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 04:02)
Maycon Batestin