Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

VERÃO das TREVAS

Repetir o que eu fui
é a morte
quando o que vive
é absoluto enquanto
não secar

Ainda iremos ao lugar
que é mínimo sendo total
e por ser assim é o útero
da cosmogonia

A paz que demora é a paz
que um dia
deixará a função
de silêncio de após-a-morte
p'ra rugir o trovão fundamental

E o som será uma fera no tempo
tão pacífico quanto irriquieto
na borbulhação da paz carnal

Agora enquanto
as baratas devoram a base
do país
nós-nos encontramos
em qualquer lugar e qualquer
lugar não fica em qualquer esqui-
na catástrofe noturna
os homens enlouquecem calmamente
incapazes de morrer
sòzinhos eles dormem no túnel
onde as ruas desmoronam
entre as carnes do tempo
e a música infernal
que ecoa além da morte
como aviso de que os impérios terrestres
murcham na flor dos tempos
tempos que um profeta nostálgico
vislumbra no passado
com medo
do verão das trevas
que uiva no portão
da Terra Abrupta
quando ainda pelejavam os descrentes!
Eriko y Alvym
Enviado por Eriko y Alvym em 20/09/2007
Reeditado em 12/02/2013
Código do texto: T660468
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (ERIKO ALVYM e www.erikoalvym.zip.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Eriko y Alvym
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
1308 textos (32771 leituras)
8 áudios (1075 audições)
2 e-livros (177 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 17:15)
Eriko y Alvym