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                      DAS DORES

QUANDO
O DIA AMANHECE,
O SERTÃO É QUEM PADECE,
DA SECA QUE NOS CAUSA DOR.

MORTE-MÃE ANUNCIA,
MORRE UM POUCO TODO DIA,
ALIVIA AGONIA,
DESSE POBRE SONHA
DOR.

O SERTÃO DESAPROPRIA,
IRRADIANDO A TIRANIA.
COMO LOUCO SENTENCIA, 
A VIDA MAL VIVIDA,
DO NOBRE TRABALHADOR.

DIGO A VOSSAS SENHORIAS
MORRE JOÃO, MORRE MARIA,
CRIANÇA DE ANEMIA
PRIVAÇÃO MISERIA,
NESSE ESTREITO CORREDOR.

SÓ ESPERO A CHUVARADA,
TRAGA LOGO A CALMARIA,
PRA SE CANTAR A CANTORIA,
DE FARTURA À FREGUESIA,
NUMA ALEGRE ROMARIA,
JOÃO-DE-DEUS BOM LAVRADOR.

ASA BRANCA VOLTA UM DIA,
COM A CARTA D'ALFORRIA,
TENHA VENTO OU VENTANIA,
CHUVA GROSSA, CHUVA FINA,
PUREZA E ALEGRIA, 
NORDESTINOS SÃO VALENTES
SOMOS TODOS VENCE DORES,
DAS DORES? QUE NOS CAUSOU!!
serraomanoel
Enviado por serraomanoel em 10/10/2007
Reeditado em 10/10/2007
Código do texto: T688318

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Sobre o autor
serraomanoel
São Luís - Maranhão - Brasil, 57 anos
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serraomanoel