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O poeta passageiro

Amor, as poesias agora já não são mais tão importantes
Quanto àquelas discussões políticas em bares insignificantes
Ainda sinto o álcool e o efeito da cerveja
O bar se torna um palco para as poucas palavras em minha cabeça...
Querida, eu queria ser mais importante que isso
Essa mera futilidade de vida condenada ao sumiço
Queria aquelas palavras elegantes e as frases de efeito
Uma vida mais interessante que essa de poeta passageiro

E o que nos interessa é estar ativo
Na atividade de todas as festas
Uma canção numa tarde de domingo
Sonetos a madrugada
Versos para todos os amigos
E um poema para a namorada

Mas amor, há tanto mais sobre as poesias além da televisão
Quanto um programa de auditório sobre a vida de uma celebração
Porque celebrar novelas com cervejas?
Papos sobre cidadelas e outras princesas?
Querida, eu sinto o palco da minha vida se abrir no bar
Perante amigos e vizinhos a bebida se torna a fonte do inspirar
E a poesia reveladora não é mais do que palavras repetidas
Em versos para outra pessoa que nem ali se encontra viva

E o que nos interessa é estar ativo
Na atividade de todas as festas
Uma canção numa tarde de domingo
Sonetos a madrugada
Versos para todos os amigos
E um poema para a namorada

Querida, eu não queria ser esse poeta
De mesas de bar e outras badaladas
Meu canto não se diz motivo de festa
Nem o meu falar se refere a uma piada
Queria amor, a poesia em linha reta
Para seguir o curso eterno da estrada
Maycon Batestin
Enviado por Maycon Batestin em 20/10/2007
Código do texto: T702568
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Maycon Batestin
São Paulo - São Paulo - Brasil, 32 anos
2643 textos (108011 leituras)
3 e-livros (207 leituras)
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Maycon Batestin