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O Rei da Casa

Querida, venha ao seu Amo para o reino do açoite
Aqui o sofá é meu trono e a televisão o bobo da corte
Há jardins além da janela e sol para todas as manhãs
Almas em pequenas rédeas trancadas no sótão sem lâmpadas

Querida, este Castelo é minha morada
Junta-se a mim, o Rei da Casa
Aqui nesse bairro maldito onde ruas viram calçadas
Aqui no Palácio Banido, onde alienados comem de graça

Não há mais nada
Não há mais nada

Querida, venha ao seu Mestre para o reino da mídia
Aqui se tem visões do inferno e conforto da preguiça
Há céu além do teto que nos protege
Almas sem véu que encobrem rostos e pele

Querida, este Castelo é minha morada
Junta-se a mim, o Rei da Casa
Aqui nesse bairro maldito onde ruas viram calçadas
Aqui no Palácio Banido, onde alienados comem de graça

Não há mais nada
Não há mais nada

Venha com certeza querida
Pois eu não posso ser o Rei sem você como Rainha
Eu quero servos tão perdidos quanto nós
Quero um povo cético numa cultura sem voz
Porque ser Rei da casa
Exige além de tudo
Ser a favor da desgraça!
Maycon Batestin
Enviado por Maycon Batestin em 27/10/2007
Reeditado em 28/10/2007
Código do texto: T712663
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Maycon Batestin
São Paulo - São Paulo - Brasil, 32 anos
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3 e-livros (207 leituras)
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Maycon Batestin